Williams poderá vender equipa de Fórmula 1

Claire e Frank Williams

O prejuízo de 14 milhões de euros e fim de contratos publicitários poderá obrigar à mudança de dono.

A Williams está neste momento a equacionar a venda parcial ou total da equipa de Fórmula 1, de forma a garantir o seu futuro. Em comunicado, a equipa sediada em Grove disse que está a preparar uma nova direção estratégica depois de ter anunciado um prejuízo de 14 milhões de euros e após o fim dos contratos de patrocínio com a empresa de telecomunicações RoKiT e com a marca de bebidas ROK Drink (que vigoravam desde o início de 2019).

O CEO Mike O’Driscoll diz que “os resultados financeiros de 2019 refletem a queda da competitividade da operação de F1 e a consequente redução na receita de direitos comerciais. Após quatro anos de desempenho muito sólido no campeonato de construtores de F1, durante o qual conquistámos dois terceiros lugares e dois quintos lugares, passámos por duas temporadas muito difíceis.” O gestor refere que na Williams Racing já só pensa no início da nova temporada, perante a mudança de regulamento que se avizinha, que implicará a implementação de um teto orçamental em 2021 e logo no ano seguinte um novo tipo de carro.

Este ano, a Williams já tinha contraído em empréstimo de 55 milhões de euros ao empresário canadiano Michael Latifi, pai do piloto titular da equipa britânica Nicholas Latifi. Esta operação foi executada de modo a refinanciar instalações da equipa avaliadas em 44 milhões de euros, que foram dadas como garantia pelos ativos da empresa. Outro ativo é o contrato para a Williams correr na F1.

A Williams foi fundada em 1977 e tem nove títulos mundiais de construtores no seu currículo e sete de pilotos – embora não seja campeã desde 1997. Nos últimos dois anos, a equipa foi a última das dez participantes na F1. O fundador Frank Williams (na imagem) tem neste momento 52,3% da equipa.

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