Tesla e Toyota poderão fazer SUV elétrico compacto em conjunto

Em 2012, a Toyota apostou num RAV4 elétrico com motor da Tesla

Japoneses poderão fornecer a plataforma para um novo modelo elétrico de acesso da marca norte-americana.

A Tesla e a Toyota poderão unir esforços no desenvolvimento de um SUV compacto elétrico. Segundo o jornal sul-coreano Chosun Ilbo, ambas as partes estão na fase final das conversações. Para materializar este projeto, especialmente apontado ao mercado europeu, a Tesla recorrerá à nova base e-TNGA da Toyota. Por sua vez, a Tesla fornecerá o motor, as baterias e o software. Desta forma, a marca japonesa terá acesso não só ao sistema de condução autónoma como beneficiará de um sistema de atualizações “over the air”.

Este poderá ser o modelo de acesso à gama de que Elon Musk tantas vezes tem falado e que pretende ser mais em conta do que o Model 3 e o Model Y. Aliás, o “senhor Tesla” disse durante o “Battery Day” no ano passado que o novo Tesla de acesso chegará em 2023 e custará cerca de 22 mil euros. Já em fevereiro deste ano, o patrão da divisão chinesa da Tesla disse à imprensa local que o centro de pesquisa e desenvolvimento daquele país será o responsável pelo desenvolvimento deste Tesla mais barato. Dado que a Toyota está presente na China através da parceria com a BYD, é possível que as empresas tenham escolhido a China como quartel-general para esta joint-venture.

A Tesla e a Toyota já colaboraram em 2012 para a produção em conjunto do RAV4 elétrico (ver imagem), com a marca norte-americana a fornecer o motor e baterias esta variante do SUV. Apesar não ter havido mais colaborações desde essa altura, e de a Toyota ter vendido em 2017 os 3,15% das ações da Tesla que tinha comprado em 2010, a verdade é que os CEO de ambos os emblemas mantêm um bom relacionamento. Prova disso de que uma potencial parceria poderá avançar é uma afirmação de Toyoda no final do ano passado: “A Tesla tem a receita, mas a Toyota é que realmente faz os pratos”.

Recorde-se que a Toyota quer “eletrificar” 40% da sua gama até 2025 e 70% da mesma até 2030.

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