Em vez da versão SRT Banshee do elétrico, a marca volta-se de novo para os motores a combustão.
A Dodge não consumará o lançamento do Charger Daytona SRT Banshee, que era suposto funcionar como topo de gama, com arquitetura de 800V. Pelo menos essa é a informação avançada pela Mopar Insiders, citando fontes internas – apesar de a Dodge ainda não se ter pronunciado oficialmente sobre o assunto. Mesmo o Charger elétrico normal de 400V (na imagem) não tem tido um começo de vida famoso, pois além das baixas vendas, tem sofrido de alegados problemas técnicos e de apreciações pouco abonatórias por parte da imprensa especializada.
Mas é precisamente a fraca procura por carros 100% elétricos especialmente no segmento de alto desempenho que fez a Stellantis, grupo do qual a Dodge faz parte, reverter a estratégia nos EUA. De facto, nos últimos seis meses, a Stellantis tem voltado de novo o foco para os modelos a combustão, também devido à pressão dos clientes mais tradicionais que valorizam as emoções, o som e a experiência de condução mais clássica. No grupo, o motor V8 Hemi tem sido reintegrado no catálogo, por exemplo na Ram 1500, no Dodge Durango e no Jeep Wrangler. No caso da gama Charger as atenções voltam-se, para já, para o Charger Sixpack equipado com um motor Hurricane de seis cilindros, que funcionará como espécie de sucessor dos modelos Hellcat.
Em julho, a Dodge tinha confirmado o regresso da divisão de performance SRT, o que abre boas perspectivas para novos lançamentos mais “espigados” a combustão, possivelmente de um novo V8 Charger, embora isso exija uma transformação ao nível do chassis e do compartimento do motor.