Citroën 2CV poderá estrear em outubro

Render digital do Citroën 2CV publicado pela Auto Express

Um protótipo antecipará um modelo elétrico de produção a lançar em 2029.

A Citroën já tinha admitido o possível regresso do 2CV, um modelo que no período após a 2ª Grande Guerra Mundial permitiu a democratização do automóvel. Agora, o novo CEO da marca francesa, Xavier Chardon, admitiu que deu luz verde para um protótipo que será apresentado em outubro por ocasião do Salão de Paris. O objetivo é tirar partido das novas regras que estão atualmente a ser analisadas pela Comissão Europeia com o objetivo de incentivar os veículos elétricos de cariz citadino. A Comissão pretende acelerar o fornecimento de veículos elétricos de fabrico nacional e a preços acessíveis – preenchendo a lacuna existente no segmento dos veículos elétricos abaixo dos 25 mil euros antes de incentivos. Partindo do princípio de que a decisão da UE seja publicada até ao final deste ano, a Citroën procuraria colocar o seu 2CV EV em produção em 2029.

Estima-se que o novo 2CV seguirá a orientação do concorrente Renault 5 elétrico, que já vendeu 120 mil unidades e que já chegou a ser o elétrico mais vendido na Europa. Isto significa que a equipa de design liderada por Pierre Leclercq apostará num modelo de estilo neo-retro, tal como o “render” digital da autoria de Avarvarii sugere. Já em 2009, a Citroën tinha tentado recriar o 2CV com o concept Revolte, com uma abordagem assumidamente moderna. Esse concept era um híbrido plug-in feito com base no DS3. No caso do novo protótipo, o Leclecq quer mesmo replicar os ingredientes que fizeram do 2CV um sucesso que atravessou gerações: o preço acessível, o espaço generoso a bordo, o conforto e os consumos baixos, com um “twist” moderno. O novo concept terá dimensões próximas de um Renault Twingo, ou seja, cerca de 3,80 metros de comprimento, que por sua vez é feito com base numa versão curta da base RGEV Small utilizada no Renault 5. O preço do 2CV de produção deverá também ser similar ao do Twingo, a rondar os 16 mil euros.

Para materializar o projeto, a Citroën deverá recorrer à base Smart Car, a mesma do C3 e do Fiat Grande Panda, que permite ter motores a combustão e elétricos. Os engenheiros da marca francesa deverão conseguir assim tirar partido da flexibilidade da plataforma de modo a conseguirem fazer um modelo que possa encaixar entre o quadriciclo Ami e o C3. Está ainda a ser ensaiado se a estrutura aguenta a inclusão de uma versão 2CV com teto retrátil em lona. A Citroën deverá apostar numa configuração semelhante ao Twingo que tem uma bateria de 27.5 kWh LFP capaz de 262 km de alcance, com um motor de 82 cv e 175 Nm. O citadino da marca do duplo chevron deverá utilizar baterias feitas já na nova fábrica de Saragoça, feita pela joint venture entre a Stellantis e os chineses da CATL, que será inaugurada no final deste ano.

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