Citroën despede-se de C-Elysée e e-Méhari

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Três volumes e elétrico saem de cena em ano de centenário.

Um dos objetivos da Citroën é ter modelos lucrativos e o elétrico e-Méhari não é certamente um deles, segundo a revista Automobile. Desenvolvido em conjunto com os compatriotas da Bolloré, o modelo revivalista, que nem sequer chegou a ser comercializado em Portugal, vendeu apenas 228 unidades em França no ano que agora terminou. Sendo que o objetivo inicial era comercializar cerca de mil unidades/ano. O modelo elétrico era produzido na fábrica em Rennes, o que libertará espaço para o novo C5 Aircross.

Em ano em que comemora o seu centenário, a marca francesa despede-se também do C-Elysée (na imagem principal). Feito com base numa plataforma antiga da PSA, o modelo de três volumes foi lançado em 2013, sendo uma proposta racional, originalmente dirigida a mercados emergentes – tendo uma filosofia semelhante aos Dacia. Contudo, o modelo produzido em Vigo (Espanha) juntamente com o Peugeot 301 teve um sucesso inesperado que o fez ter um posicionamento global. O percurso comercial do C-Elysée culminou em 2017 com o seu melhor resultado de vendas em solo europeu, com 15.620 unidades comercializadas (segundo dados da Jato Dynamics). Na China, em 2017, vendeu 47.459 unidades. Em 2018, apesar de ainda não haver números finais no Velho Continente, tudo indica uma descida ligeira das vendas. Mas em França o modelo vendeu apenas 1692 unidades, o que equivale a uma descida de 19,5%.

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