O fabricante de modelos desportivos justifica a medida com a necessidade de responder à volatilidade do mercado e assim aumentar a competitividade.
A Lotus anunciou o “lay-off” de 270 pessoas no Reino Unido, adianta a BBC. Citando a empresa britânica, é referido que a volatilidade e as condições do mercado atual, incluindo as tarifas dos EUA são o principal motivo para a decisão que afetará tanto funcionários da fábrica de Hethel como também dos escritórios.
Apesar de ter aumentado as vendas no ano passado, a Lotus continua a ter dificuldades de rentabilidade, tendo registado perdas a rondar os 175 milhões de euros na primeira metade de 2024. Em comunicado, a marca inglesa diz que pretende doravante aumentar as sinergias com a chinesa Geely, a dona da Lotus – a nível de tecnologia, engenharia e operações -, de forma a aumentar a competitividade, embora, refira, nada disso comprometa o seu ADN britânico.
Em termos práticos, o aumento das tarifas de importação em 25% por parte do governo Trump nos EUA, um dos principais mercados da Lotus, afeta a prestação comercial do Emira, que é feito no Reino Unido. A juntar a isso, a marca de Hethel dispõe de dois elétricos, modelos que têm registado pouca procura, feitos em Wuhan, na China, que enfrentam 145% de imposto para os EUA. Foi por isso que esta semana a Lotus anunciou a suspensão temporária da importação para os “states”. Estes impostos roubam qualquer margem de lucro dos carros produzidos, daí a necessidade de “lay-off” de alguns trabalhadores e da referida reestruturação.
A esperança da marca inglesa recai agora no elétrico conhecido para já por Type 135, um sucessor espiritual do Elise, previsto para 2027.