Renault Kajdar Blue dCi 150 cv Black Edition

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O SUV da Renault foi alvo de mais do que um simples facelift. O maior destaque vai para o conforto e para as boas prestações do motor Diesel mais potente. Saiba o que vale!

O que é?

A Renault renovou o Kadjar e a sua principal virtude é o facto de a sua variante 4×2 com Via Verde passar a Classe 1 nas portagens (a versão 4×4 continuará como Classe 2), o que deverá ser um fator relevante para lhe dar uma expressão nas vendas que nunca alcançou, desde que chegou ao mercado nacional em janeiro de 2017. Além disso, o SUV do segmento C trouxe a jogo uma gama com motores de última geração, sendo o novo 1.7 Blue dCi de 150 cv um dos mais apetecíveis. Enquanto não chega a versão Initiale Paris, o Black Edition é a versão de topo. E foi precisamente esta versão que experimentámos.

Esteticamente, o Kajdar surge harmonizado com a restante gama da Renault. Destaque para a adoção de novas óticas em LED de série, na dianteira e na traseira – sendo que o renovado modelo se distingue pela assinatura luminosa em forma de C. O nível de equipamento Black Edition acrescenta detalhes na carroçaria e jantes em preto, além de revestimentos em alcantara, sistema de som da Bose, teto em vidro e bancos dianteiros aquecidos e reguláveis eletricamente.

 

Para que serve?

O modelo da Renault pauta-se sobretudo pelo seu pragmatismo e por uma boa motricidade. O conforto é também uma das bandeiras do Kadjar e nem o facto de a versão portuguesa do SUV abdicar de um sistema de suspensão independente no eixo traseiro – por causa da antiga lei das portagens – para passar a utilizar uma barra de torção conseguiu prejudicar os bons índices de amortecimento. Ainda assim, nesse capítulo sai a perder para o Citroën C5 Aircross. Em termos dinâmicos, existem opções mais interessantes tais como o VW Tiguan ou o Peugeot 3008. Existem, portanto, carros mais divertidos de conduzir do que o Kadjar. Ainda assim, a sua postura não difere muito da de um hatchback com uma posição de condução mais elevada e um pouco mais pesado. A direção não é particularmente rápida, não sendo dos modelos mais ágeis da sua classe. Em curva, o Kadjar adorna um pouco, embora mantenha movimentos controlados da carroçaria durante a maior parte do tempo. Na autoestrada ou em vias rápidas é que o SUV de torna num bom companheiro. As jantes de 19 polegadas ficam muito bem esteticamente, mas prejudicam ligeiramente o conforto em mau piso. A caixa manual não é das fluidas a engrenar as mudanças. Os bancos são confortáveis e a posição de condução oferecer um amplo raio de regulações, além de o porta-luvas ser bastante generoso. À primeira vista, nota-se uma harmonização da qualidade dos materiais, embora haja ainda alguns plásticos duros atrás do volante a destoar. A posição dos botões do cruise control na consola central também não é feliz, o ecrã de infotainment é pequeno e a câmara tem uma resolução modesta. Ao abrir as portas traseiras encontramos muito espaço para os ocupantes da segunda fila, sendo possível encaixar três ocupantes, com jeitinho. Ao rebater estes bancos é possível obter 1478 litros de capacidade da mala – quase mil litros a mais comparativamente quando estão colocados os cinco lugares, se contemplarmos o piso inferior. Neste particular, está alinhado com a maioria dos concorrentes do seu segmento.

O motor 1.7 Diesel de 150 cv mostra-se sempre audível, mas não de forma desagradável. Apesar disso, está longe de ser um poço de refinamento, emitindo algumas vibrações. A grande virtude deste motor é a sua boa capacidade de resposta. No final do nosso teste, realizámos uma média de consumos de 5,6 l/100 km.

 

Porque devo comprar?

Um bom rolador. É assim que melhor podemos descrever esta versão do renovado Kadjar. Realce também para a atenção da Renault em valorizar o habitáculo, apesar de este ainda manter algumas debilidades – sem que haja nada de alarmante a assinalar, tirando o sistema de infotainment, sobretudo o funcionamento do ecrã tátil, e a escassez de ajudas à condução face a modelos mais recentes. Caso opte por jantes mais pequenas, com certeza que encontrará um dos modelos mais confortáveis da sua classe. Destaque também para a boa habitabilidade e para a vivacidade de motor. No geral, o Kadjar não é muito envolvente de conduzir, nem é particularmente brilhante em nenhum capítulo – muito ao estilo do seu “irmão” Nissan Qashqai -, mas é um veículo de excelentes aptidões familiares para transportar pessoas do ponto A ao ponto B. O visual desta Black Edition torna-o particularmente apelativo. Pena que as jantes que tão bem lhe ficam prejudiquem um pouco o conforto.

 

Que opções tenho?

 

A Renault introduziu quatro motores na renovada gama Kadjar: o gasolina 1.3 TCe com 140 e 160 cv, além dos Diesel 1.5 Blue dCi de 115 cv e 1.7 dCi de 150 cv. As versões de acesso têm opção de caixa de dupla embraiagem EDC de sete velocidades. Já na versão de referência a gasóleo é possível escolher entre a tração dianteira e integral.

A versão de acesso à gama Zen com motor a gasolina de 140 cv começa nos 28.050 euros. A versão Diesel mais barata com 115 cv está disponível a partir dos 31.550 euros. A versão Diesel mais potente de 150 cv só existe no nível de equipamento Black Edition, que começa nos 41 mil euros (mais 10 mil euros).

Entre os concorrentes, o Nissan Qashqai com o mesmo motor, no nível de equipamento de topo Tekna+ começa nos 37.300 euros. Outro concorrente, o VW Tiguan, equipado com o motor 1.6 TDI de 115 cv no nível de equipamento Confortline, arranca nos 39.044 euros.

 

Há desconto?

Até ao final do ano, o Kadjar Zen TCe 140 cv está disponível por 20.535 euros.

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