Q9 é o maior Audi de sempre

Audi Q9

O SUV de topo apresenta-se como um sucessor do A8 e traz os farolins traseiros OLED mais sofisticados de sempre.

A Audi revelou o SUV Q9, que funciona como um substituto indireto da berlina de luxo topo de gama A8 – assumindo-se como rival para o BMW X7 e o Mercedes-Benz GLS. No fundo, o Q9 é um “irmão” maior do Q7, assumindo-se, no entanto, como o SUV maior, mais sofisticado e ambicioso da marca dos quatro anéis. Tem 5310 mm de comprimento, 2210 mm de largura e 3140 mm de distância entre eixos – ou seja, 250 mm mais comprido, 200 mm mais largo e com mais 145 mm entre eixos face ao Q7. Embora os dois SUV tenham algumas semelhanças, a dianteira vertical do Q9 é dominada por uma grelha enorme e distinta, com barras verticais e uma moldura preta que se estende para fora. A traseira também tem uma identidade própria, com a placa de matrícula reposicionada no para-choques, deixando a tampa da bagageira com um aspeto mais “clean”. Inovadores são definitivamente os farolins traseiros digitais OLED curvos. Os seus painéis de vidro ultrafinos acompanham a carroçaria em três dimensões, aumentando a visibilidade lateral.

O interior (que, de resto, já tinha sido mostrado em maio) é, porventura, o principal trunfo do Q9. O CEO da Audi, Gernot Döllner, afirma que “no futuro, o ‘Vorsprung durch Technik’ será cada vez mais definido pela experiência dentro do automóvel – porque os automóveis são muito mais do que apenas um meio de transporte”. As quatro enormes portas são elétricas e podem abrir até 90 graus, com sensores que as impedem de colidir com outro carro, parede ou peão. Podem até ser operadas remotamente através da aplicação myAudi, caso o condutor esteja ocupado. A configuração de sete lugares é de série, existindo ainda uma configuração opcional de seis lugares na qual o banco central é substituído por dois bancos individuais com regulação elétrica. Até a terceira fila foi concebida para acomodar adultos. No tejadilho, encontra-se o maior teto de abrir panorâmico alguma vez produzido pela Audi, com mais de 1,5 metros quadrados de vidro. Uma versão opcional permite alternar eletronicamente a transparência em nove secções, enquanto 84 LED o iluminam em 30 cores diferentes. Quando estacionado, o vidro torna-se automaticamente opaco para impedir que os curiosos vejam o interior. Há ainda um sistema de som Bang & Olufsen de 1360 watts, com 22 altifalantes e atuadores nos bancos que vibram fisicamente ao ritmo da música, enquanto os altifalantes nos encostos de cabeça permitem atender chamadas e existem comandos de navegação que possibilitam não incomodar os restantes ocupantes. E, tal como no Q7, se o condutor ficar inconsciente, o sistema de emergência pode reduzir a velocidade do Q9 e, em condições adequadas, encaminhar o veículo para a berma da autoestrada antes de parar e fazer uma chamada de emergência. 

O lançamento na Europa será com um motor Diesel 3.0 de seis cilindros em linha com 299 cv, auxiliado por um sistema “mild hybrid” e turbocompressores elétricos, com tração às quatro rodas e caixa automática de oito velocidades. É o mesmo motor que a Audi utiliza nos Q7 europeus. A suspensão pneumática adaptativa é de série, enquanto o sistema de quatro rodas direcionais permite rodar as rodas traseiras até cinco graus.

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