Stellantis revela plano de eletrificação da gama

Novas plataformas Stellantis

Quatro novas plataformas servirão de base para mais de 110 modelos das 14 marcas do grupo. Primeiros chegam em 2023.

Hoje foi o “EV Day” da Stellantis, evento no qual foi apresentada parte da estratégia da eletrificação do grupo que foi formado no início deste ano. Carlos Tavares, o CEO da Stellantis, confirmou que existirão quatro plataformas STLA (Stellantis Architecture), preparadas para eletrificação parcial ou total, a servir de base a todos os lançamentos a partir de 2023 para os mais de 110 modelos do portefólio das 14 marcas. A base STLA Small será utilizada em modelos micro e compactos dos segmentos A, B e C. A esta segue-se a base STLA Medium onde se incluem os compactos e familiares dos segmentos C e D. A STLA Large estará ao serviço de modelos dos segmentos D e E. Por fim, a STLA Frame será responsável por SUV de grande porte e pick-up com estrutura de travessas e longarinas – sendo que esta base terá uma versão “Range Electric Paradigm Breaker”. Os modelos de base Medium e Large chegam em 2023, os Frame em 2024 e os Small em 2026. Isto significa que a base eCMP2 (para modelos A, B e C), que será atualizada em 2022, será descontinuada nessa altura. A Stellantis estima que será possível produzir até 2 milhões de carros por ano de cada uma das novas plataformas.

Segundo Tavares, os modelos elétricos de base STLA Small terão baterias entre 37 e 82 kWh de capacidade com cerca de 500 km de autonomia, os Medium baterias de 87 kWh capazes de 700 km, os Large com 101-118 kWh e Frame 159-200 kWh, ambos com 800 km de alcance. O objetivo é que os novos sistemas de carregamento rápido possibilitem obter o equivalente a 32 km de autonomia por minuto de “encosto”. A “baliza” média de consumos é de 120 kWh/100 km. A Stellantis quer apresentar packs de baterias “standardizados” e incluir opção de atualizações de software “over the air”. Até 2024 serão utilizados dois tipos de baterias. Em modelos que vão dos citadinos, desportivos (capazes de cumprir 0-100 km/h em cerca de 2 segundos) e comerciais serão colocadas baterias com maior densidade energética sem níquel e cobalto. Em 2026 chegam as primeiras baterias em estado sólido. O módulo elétrico será composto por três componentes: motor, caixa e inversor. Este módulo será compacto e flexível, e de fácil adaptação. Serão utilizados três módulos: um com 70 kW e 400V, outro entre 125 e 180 kW e outro entre 150 e 330 kW que utiliza um sistema de 800V. O sistema permite conceber modelos de tração dianteira, traseira ou integral, num esquema similar ao que já foi lançado nas versões 4xe da Jeep. As baterias para as novas plataformas serão oriundas da joint-venture da Stellantis com a Saft. Para o efeito serão construídas cinco fábricas de baterias incluindo em Douvrin (França) a partir de 2023 e em Kaiserslautern no final de 2025. O motor elétrico é feito em parceria com os japoneses da Nidec e a caixa de velocidades com a Punch Powertrain.

Até 2023, a Stellantis quer aumentar o volume de carros “eletrificados” dos atuais 14 para 70%. Até 2030, todas as gamas do grupo terão pelo menos uma versão “eletrificada”, segundo as estimativas de Tavares. Neste plano de eletrificação, a Stellantis prevê investir 30 mil milhões de euros até 2025. A Opel já confirmou que apostará num “line-up” exclusivamente elétrico até 2028 e o mesmo prevê fazer a Fiat em data a confirmar. Além disso, Peugeot, Jeep e Ram confirmaram também a aposta em modelos “zero emissões”.

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