Porsche planeia reduzir mais 6 mil postos de trabalho

Porsche

O novo CEO, Michael Leiters, quer “cortar gorduras” e tornar a marca alemã mais rica e muito menos comprometida com o futuro elétrico que um dia prometeu.

Depois das notícias que dão conta da possibilidade de redução de postos de trabalho na Volkswagen, o maior grupo automóvel da Europa, agora é a Porsche que está a preparar a sua própria ronda de cortes de emprego, tendo o conselho de supervisão já aprovado um pacote de reestruturação mais amplo para acompanhar os despedimentos. O fabricante alemão é agora dirigido por Michael Leiters, que passou pouco menos de três anos como CEO da McLaren antes de assumir o cargo – substituindo Oliver Blume, que dividia o seu tempo entre os cargos de chefia na VW e na Porsche. Como parte dos seus esforços para reestruturar a empresa, Leiters poderá cortar entre 5 e 6 mil postos de trabalho até 2035, para além dos 3900 despedimentos já anunciados durante a gestão de Blume. A Reuters refere que os planos poderão ser apresentados aos funcionários na próxima semana.

A Porsche sempre foi uma das marcas com melhor desempenho do Grupo VW, apresentando lucros consistentes graças aos seus modelos de preço mais elevado. No entanto, registou uma queda de 93% no lucro operacional no ano passado, em parte devido aos custos associados às tarifas internacionais, para além da queda das vendas na China e do seu investimento excessivo em motores elétricos. No início deste ano, Leiters afirmou que a Porsche daria mais ênfase a modelos de elevada margem de lucro, como o 911, ao mesmo tempo que simplificaria a sua linha de produtos. 

Curiosamente, a marca não pretende aumentar o volume de vendas no âmbito da sua reestruturação. Nos últimos tempos houve vários projetos falhados, que contribuíram para perdas de quantias significativas de dinheiro, nomeadamente o 718 Boxster/Cayman elétrico e o K1 elétrico. A Porsche não só recuou no seu compromisso de produzir exclusivamente a próxima geração do Boxster e do Cayman como veículos elétricos, como também o seu SUV topo de gama, o K1, não será vendido apenas com motorização elétrica. Em vez disso, migrará da SSP da VW para a arquitetura PPC, que suporta diversas opções de motores V6 e V8, bem como vários híbridos.

Deixe um comentário

*