VW Golf 1.6 TDI R-Line

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O pacote R-Line exterior torna o renovado Golf VII mais desportivo.

O que é?

O 1.6 TDI de 115 cv associado a uma caixa manual de cinco velocidades é a forma mais barata de comprar um Golf de cinco portas com motor Diesel. As versões R-Line permitem ter um Golf com um aspeto mais “emocional”, por um preço competitivo. É possível encomendar exclusivamente o pacote exterior R-Line (como sucede com a unidade ensaiada) – que inclui a grelha do radiador com inserções cromadas e logótipo R-Line, para-choques dianteiro com entradas de ar em preto brilhante, estrutura em favo de abelha e assinatura em formato de “C” também em preto brilhante, para-choques traseiro com difusor específico e aplicações trapezoidais cromadas, saias laterais em preto brilhante, defletor traseiro com reforço da carga aerodinâmica e dísticos específicos R-Line. Outra possibilidade é encomendar o pacote completo (por 939€), que é extensível ao interior. Além do pacote exterior R-Line, a versão R-Line carateriza-se por incluir de série as jantes de 17 polegadas Madrid, o sistema de infotainment Discover Media, rádio Composition Media, sensores de estacionamento à frente e atrás e ar condicionado automático Climatronic.

Para que serve?

O epíteto de rei dos pequenos familiares é o principal cartão-de-visita deste modelo originalmente lançado em 1974, que tem nesta motorização 1.6 TDI de 115 cv uma boa aposta sobretudo para frotas. Atenção que, apesar do pacote mais “desportivo”, este Golf não é propriamente o mais dinâmico de conduzir.

Porque devo comprar?

O motor continua a ter um funcionamento linear mas longe de ser surpreendente. As recuperações deixam algo a desejar, sobretudo devido ao escalonamento da caixa manual de cinco velocidades. A quinta relação é bastante longa, a pensar nos consumos, o que provoca um “poço” nas mudanças intermédias: nas passagens de segunda para terceira é necessário puxar um pouco a segunda relação para que a rotação não caia demasiado. Por exemplo, se às 2000 rpm em segunda engrenarmos a terceira relação o motor fica algo amorfo às 1200 rpm. Sendo que a zona de conforto deste motor ronda as 1600 rpm. A caixa manual é leve e precisa, e o tato dos pedais é muito suave. De resto, o conforto da suspensão deste Golf suplanta a dos principais concorrentes, sobretudo em pisos mais irregulares, proporcionando igualmente uma excelente previsibilidade de reações e um bom comportamento em curva, com o auxílio de uma direção muito precisa. Nota-se algum ruído de rolamento em autoestrada e apesar da insonorização razoável o som do motor Diesel está sempre presente (sobretudo a frio), tornando-se demasiado intrusivo em situações de maior carga no acelerador. Afinal de contas, o Golf é um dos modelos mais refinados da sua classe (atualmente só ameaçado pelo novo Mercedes-Benz Classe A – ver “duelo” no #9 da autoDRIVE. Por dentro, é fácil encontrar a posição de condução ideal, independentemente da altura, devido à miríade de opções de ajuste dos bancos e da coluna de direção. Os espaços de arrumação são mais do que suficientes, com destaque para a generosa bolsa das portas da frente (com espaço para uma garrafa de 0,5 litros). No entanto, o volante tem uma pega curta e os condutores mais altos poderão queixar-se que o volante tapa a instrumentação. A qualidade dos plásticos e da montagem é acima da média. A ergonomia é boa (apesar de a tomada USB ser difícil de utilizar), o ecrã tátil do sistema de infotainment tem um grafismo claro – não obstante exigir alguma habituação -, e a visibilidade é excelente. O espaço à frente e atrás é acima da média do segmento, em altura e comprimento. Atrás, é aconselhável que viajem apenas ocupantes. Os bancos posteriores rebatem na proporção 60/40. A mala tem um bom acesso e um piso inferior. No final do ensaio, fizemos uma média inferior a 6l/100 km.

Que opções tenho?

A gama Golf é tão extensa que dificilmente não encontrará uma versão à sua medida. A versão manual R-Line (a ensaiada) começa nos 31.275€, sendo que existe uma opção com caixa de dupla embraiagem DSG de sete velocidades desde 32.990€ (1715€ mais cara). Na unidade ensaiada, a pintura em cinzento Indium acrescenta 493€ ao valor final. Caso não queira de todo o kit R-Line, pode comprar o mesmo motor no nível Comfortline desde 29.887€. Se acha que o 1.6 TDI é um pouco curto em termos de prestações, o 2.0 TDI de 150 cv é o modelo que está à procura. Contudo, terá de pagar mais 8665€ pelo modelo que surge exclusivamente associado a uma caixa DSG neste R-Line. Se está a pensar no preço e não faz assim tantos quilómetros, pode sempre optar pela versão a gasolina 1.0 TSI de 110 cv com caixa manual de seis velocidades (que começa nos 26.831€ – menos 4444€ que o Diesel).

O Golf não é o carro mais barato do seu segmento – longe disso – tendo como opositores como o “irmão” Skoda Octavia (Style de 115 cv com caixa manual de cinco velocidades, a começar nos 29.113€) ou o Opel Astra (Black Edition 110 cv com caixa de seis, começa nos 23.770€), mais baratos e com maior capacidade de bagageira, o Ford Focus (1.5 Diesel de 120 cv com caixa de seis, Titanium, desde 27.943€) ou o Audi A3 Sportback (1.6 TDI de 116 cv, desde 31.050€), com um comportamento mais dinâmico, e os BMW Série 1 (116d, de 109 cv manual de 5p, desde 29.900€) e Mercedes-Benz Classe A (180d, de 116 cv 7DCT, desde 32.450€) com interiores mais pomposos e sistemas de infotainment mais intuitivos. Contudo, o histórico Golf tem a seu favor o facto de não ser mau a nada e de ter um ponto de equilíbrio notável entre a qualidade que oferece e o preço.

Há desconto?

Atualmente, o VW Golf tem a campanha “Summer Days” em vigor, válida até 31 de agosto:

– 230€/mês com manutenção incluída.

– Entrada Inicial: 4.150€

– Financiado: 19.881€

– VFG (última prestação): 10.268€

– TAEG: 5,19%

– 60 meses | 50.000 km

Configuração da unidade ensaiada

Configuração autoDRIVE

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