Bentley Continental GT3 de Pikes Peak terá mais de 760 cv

Bentley Continental GT3 Pikes Peak

Britânicos vão tentar bater pela terceira vez o recorde da rampa com um carro movido a combustível sintético.

A participação da Bentley edição deste ano da Pikes Peak Hill Climb, a 99ª, que se realizará a 27 de junho, tem um objetivo bem definido: bater o recorde de Time Attack 1 atualmente na posse do Porsche 911 GT2 RS Clubsport. Para o efeito, os britânicos utilizarão uma versão modificada do Continental GT3 e o piloto Rhys Millen, que já venceu a corrida em três ocasiões e que já bateu dois recordes com as cores da Bentley na famosa rampa norte-americana. Para bater o recorde, será necessário fazer a subida composta por 156 curvas a uma velocidade média de 126 km/h.

A Bentley mostrou agora o carro com a decoração final e revelou as caraterísticas técnicas do carro, que tem debaixo do capot um motor V8 4.0 biturbo especialmente afinado para competição com “mais de 760 cv e 1000 Nm”. Nesta versão do motor foi utilizado um circuito de arrefecimento adicional, que inclui mais uma bomba de água e um radiador. Além disso, os pistões e as bielas foram modificados, e os turbos conseguem atingir 2,2 bar de pressão. Pelo mesmo motivo, o coletor de admissão foi substituído por uma alternativa reforçada de fibra de carbono. A Akrapovic ficou responsável por criar um novo escape que dispõe de ponteiras Inconel impressas em 3D. Este motor tem a particularidade de operar com recurso a biocombustível 98RON. Este combustível sintético, desenvolvido em conjunto com a ExxonMobil e a Porsche, é capaz de reduzir as emissões poluentes até 85% em comparação com combustíveis fósseis, diz a Bentley.

Pikes Peak, conhecido também como “The Race to the Clouds” (“a corridas até às nuvens”), começa a 2834 metros de altitude e termina a 4297 m acima do nível do mar. Isso significa que além do motor foi necessário desenvolver um trabalho aerodinâmico aprimorado. Este começa com um difusor traseiro específico que contorna a caixa transaxle. De modo a preservar o equilíbrio entre eixos, esses componentes são combinados com um amplo pacote frontal que inclui um enorme divisor dianteiro composto por duas peças. Estas medidas possibilitaram aumentar a “downforce” em 30% face ao GT3 normal. Já no que diz respeito ao chassis, há molas extra-suaves e barras anti-aproximação que impedem menos movimentos da carroçaria e maximizam a transferência de peso em situações de travagem intensa. Os travões são arrefecidos a líquido. Além disso, o GT3 de Pikes Peak tem menos camber dianteiro e traseiro comparativamente com o GT3 convencional.

Deixe uma resposta

*