Lamborghini Jalpa faz 40 anos

Lamborghini Jalpa

Foi o último modelo da marca italiana com motor V8 até ao Urus.

No final da década de 1970, a Lamborghini precisava de aumentar as vendas e devido à crise do petróleo quis aumentar o interesse na marca, que na altura contava apenas com o Countach de motor V12 e com o Urraco que não teve uma boa recetividade. Foi nesse contexto que surgiu o Jalpa no Salão de Genebra de 1981. O protótipo exibido no certame suíço, pintado numa cor bronze metalizado especial, possui alguns elementos estéticos que não passaram para o modelo final lançado no ano seguinte. Com carroçaria em aço, para-choques pretos e entradas de ar no motor, o Jalpa final distingue-se pelos farolins posicionados na horizontal. Tinha jantes de 16 polegadas, retirados do protótipo Athon e pneus Pirelli P7. A forma em cunha do exterior do Jalpa, o tejadilho Targa e a persiana traseira são da autoria de Marc Deschamp ao serviço da Carrozzeria Bertone, que pegou no trabalho do engenheiro Giulio Alfieri, na altura diretor técnico da marca de Sant’Ágata Bolognese.

Com o seu nome retirado de uma espécie de touros Jalpa Kandachia, o desportivo representou a derradeira evolução do projeto do Urraco e do Silhouette, do qual mantem a plataforma, embora seja equipado com um motor maior com uma cilindrada aumentada para 3.5. O motor V8 central traseiro desta berlinetta posicionado a 90 graus, quatro árvores de cames à cabeça e totalmente construído em alumínio era o mesmo da dupla Urraco/Silhouette. Com 258 cv às 7000 rpm e 314 Nm às 3500 rpm, este motor vinha equipado com quatro carburadores da Weber e tinha uma taxa de compressão de 9.2:1. A velocidade máxima do Jalpa era de 248 km/h. Por dentro, o Jalpa tinha acabamentos luxuosos, com revestimentos em couro e alcatifa, mas também mordomias tais como o sistema de som, ar condicionado e espelhos retrovisores com regulação elétrica. O teto panorâmico foi desenhado de forma a poder ser facilmente removido e arrumado num compartimento específico atrás dos bancos.

No Salão de Genebra de 1984, a Lamborghini exibiu uma segunda série do Jalpa, com algumas mudanças estéticas, nomeadamente os para-choques e entradas de ar na cor da carroçaria, farolins redondos e interior reformulado. Em 1988, a carreira comercial do Jalpa acabou com 420 carros produzidos, já com a Chrysler a liderar os destinados da marca italiana. Na altura, chegou a falar-se da hipótese de encaixar um motor V10 numa evolução do Jalpa, assim como uma versão Spyder, mas esses projetos acabaram por não avançar. Conceptualmente, o Jalpa foi o “pai” do bem-sucedido Gallardo, lançado em 2003. Foi o último Lamborghini a utilizar um motor V8 até à chegada do Urus.

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