Borgward morreu outra vez

O regresso da Borgward foi de pouca dura

A histórica marca alemã tinha regressado à atividade em 2008 com o apoio de capital chinês.

A Borgward, uma histórica marca de Bremen (na Alemanha), que chegou a ter alguma projeção internacional, sobretudo com o Isabella nos anos 1950, morreu pela primeira vez em 1961, após um controverso processo de insolvência.

Contudo, em 2008 o emblema foi ressuscitado por Christian Borgward, neto do fundador da marca, Karl-Friedrich Wilhelm Borgward, com o apoio financeiro dos chineses da Foton. O projeto envolvia a construção de uma fábrica e um centro de pesquisa e desenvolvimento na Alemanha, mas grande parte da produção da nova Borgward foi feita na China, apoiando-se em plataformas da Foton. O seu primeiro carro novo foi mostrado em 2015, o BX7. Com efeito, ainda foram vendidas algumas centenas de carros (inclusivamente na Alemanha) num emblema que tinha ambições de se intrometer entre os crónicos premium Audi, BMW e Mercedes-Benz. Para isso, apoiou a sua gama sobretudo em SUV, embora com elementos visuais inspirados no seu passado. A gama BX chegou a ter uma variante 100% elétrica, preparando o futuro.

No entanto, as vendas não acompanharam e a Foton acabou por vender 67% das suas ações à UCAR, uma empresa de táxis chinesa, em 2018. Esta mudança contribuiu para uma melhoria substancial da prestação comercial no ano seguinte (mais de 45 mil unidades), apenas porque os novos donos compraram a produção para a colocar ao serviço da sua própria frota. Contudo, em 2020 esse valor caiu para 8,7 mil e em 2021 para 3,5 mil.

Agora, segundo a comunicação social chinesa, a Foton Motor abriu um processo de falência da Borgward Automobile. A não ser que surja um novo investidor, esta deverá ser a segunda vez que a Borgward morre.

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