Adamastor Furia testou no AIA

Equipa responsável pelo desenvolvimento do supercarro luso de 650 cv visitou o traçado algarvio no final de novembro.

Concluídos que estão os testes em ambiente controlado, foi a vez do Adamastor Furia fazer-se à estrada, neste caso ao Autódromo Internacional do Algarve (AIA). No final de novembro, a equipa responsável pelo desenvolvimento do supercarro luso, liderada por Frederico Ribeiro, visitou o traçado algarvio, de modo a tirar ilações acerca do potencial da performance do Furia. Na ocasião levou dezena e meia de técnicos da sede da empresa, em Perafita, até ao AIA, destacando-se o piloto de desenvolvimento e jovem engenheiro Diogo Araújo Matos, que se encarregou na parte da condução.

O resulto após cerca de três horas de condução em pista são bastante satisfatórios, tal como destacou Diogo Matos: “Foi uma evolução constante. Começámos de forma mais ‘soft’ e fomos incrementando o ritmo. Comecei por sentir a dinâmica do carro e logo aí deu para assimilar um pouco da performance que vai permitir atingir. É óbvio que ainda estamos muito longe dos limites da máquina. Estes são os primeiros passos, mas são já muito boas as primeiras impressões”. O que mais surpreendeu o piloto foi a capacidade de reação do motor: “Mesmo numa toada calma dá para perceber tudo: a travagem, a  forma como o Furia responde às solicitações, mostrando-se sempre equilibrado. É curioso o facto de desde o início o Furia transmitir, de forma vincada, o ‘feeling’ de um carro de corrida, muito reativo. Basta ‘fazer sombra no acelerador’ e o motor sobe imediatamente de rotação. É impressionante! É um carro fácil de conduzir e muito divertido.”

Recorde-se que o Furia conta com um motor V6 3.5 biturbo de origem Ford Performance a debitar mais de 650 cv. A produção será limitada a 60 unidades, com um preço a arrancar nos 1,6 milhões de euros, antes de impostos.

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