Marca histórica poderá ser recuperada como concorrente da Dacia.
A Talbot poderá vir a tornar-se na Dacia da Stellantis, dedicando-se a modelos “low cost”. Esta possibilidade é avançada pela Auto Motor und Sport, o que significa que o histórico emblema, cuja propriedade intelectual pertence à Stellantis, poderá mesmo regressar ao ativo nos tempos mais próximos. A necessidade de reduzir os preços dos carros para impulsionar a mobilidade elétrica, aliado ao sucesso da Dacia na Europa, além da entrada de rompante dos produtores de carros chineses um pouco por todo o mundo poderá ajudar a acelerar este reaparecimento da Talbot.
Fundada em França, a Talbot foi fundada em 1920 e dedicou-se a produzir modelos de elevada qualidade até ter falido em 1959. Posteriormente, o concorrente francês da Talbot, a Simca, comprou a marca e fundiu-se com a Peugeot em 1978. Nessa altura, houve esforços para reavivar e consolidar a Talbot, até que com a criação da PSA, em 1993, esta deixou de produzir. Agora os direitos da Talbot pertencem à Stellantis, que pode vir a converter-se na 16ª marca do grupo.
Já em 2009, os franceses do La Tribune falavam que a PSA queria na altura recuperar a Talbot como marca concorrente da, nesses tempos ainda jovem, Dacia. Circulam informações que foi o ex-patrão do conglomerado, o português Carlos Tavares, que se opôs à ideia de reavivar esta e qualquer outra marca do passado. A estratégia agora parece ser outra, uma vez que a Lancia (que, apesar de tudo, nunca chegou a desaparecer) é uma aposta para o futuro próximo, mas também o próprio governo italiano estará a pressionar a Stellantis para recuperar nomes como a Autobianchi ou a Innocenti. Apesar de ser habitual os fabricantes renovarem os direitos de autor das suas marcas antigas, para que não haja um uso indevido das mesmas, o “timing” parece perfeito para o renascimento da Talbot, apesar da participação atual que a Stellantis tem no emblema de origem chinês Leapmotor – que se dedica a carros elétricos de baixo preço.