Mudança para a norma ambiental Euro 7 obrigará a marca a prescindir do atual motor de seis cilindros com compressor de origem Toyota.
A Lotus vende o Emira em duas versões: uma com motor 2.0 de quatro cilindros turbo com 406 cv fornecido pela Mercedes-AMG e outra, menos eficiente mas mais plausível de agradar aos puristas (pois é a única associada a uma caixa manual), V6 3.5 com compressor de origem Toyota a debitar os mesmos 406 cv.
A Lotus tinha pensado em manter apenas a versão base, mas a popularidade da versão V6 sobretudo nos EUA obrigou o fabricante britânico a manter ambas as opções em catálogo. Contudo, uma vez que o motor da Toyota não cumprirá com as normas ambientais Euro 7, a Lotus já está a analisar outras possibilidades, incluindo a de um V8. Quem deixou essa hipótese em aberto foi o próprio CEO da Lotus, Feng Qingfeng, em conversa com os investidores. A verdade é que, neste momento, existem várias opções em equação, oriundas de vários fornecedores, sendo que uma delas é precisamente um V8 4.0 biturbo de origem Mercedes-AMG (também presente, por exemplo, em modelos da Aston Martin). Essa mesma possibilidade deixada em aberto por Matt Windle, o responsável da Lotus na Europa, ouvido pela Autocar: “existem oportunidades entre os atuais fornecedores de motores, por isso estamos a olhar para elas”. Mais remota parece ser a opção de o referido V8 ser de origem Toyota, uma vez que o motor 5.0 naturalmente aspirado, utilizado nos Lexus RC e LC. Apesar de ainda estar disponível nos EUA, estes carros já foram descontinuados na Europa precisamente devido à legislação.
Caso se confirme este cenário, o Emira será o primeiro Lotus a adotar um motor V8 desde a saída de cena do Esprit em 2004. Resta saber se a marca detida hoje em dia pela Geely optará por uma caixa manual.
Construído em Hethel, no Reino Unido, o Emira bateu o recorde de vendas no ano passado, com 5272 unidades.