Após 20 anos no cargo de CEO da equipa, os maus resultados neste ano ditaram a saída do britânico.
Christian Horner foi despedido da Red Bull Racing após 20 anos como CEO da equipa de F1. O britânico de 51 anos foi substituído por Laurent Mekies, que ocupava o mesmo cargo na equipa secundária Racing Bulls. Entretanto, Alan Permane, até aqui chefe da equipa RB, ocupará o lugar de Mekies.
Horner ganhou 124 corridas pela equipa, acumulando oito campeonatos de pilotos e seis campeonatos de construtores, mas, aparentemente, foi a perda da hegemonia este ano para a McLaren, que ditou a sua saída a meio da temporada. Após ter ganho 22 dos 23 grandes prémios disputados em 2023, a equipa Red Bull F1 tem sofrido uma quebra acentuada de rendimento nos últimos 18 meses – tendo mesmo perdido o título de construtores em 2024, apesar do título individual de Max Verstappen. O neerlandês venceu duas corridas este ano, mas está em terceiro na classificação, com um carro que parece não estar à altura dos rivais da McLaren. Além disso, tem sido difícil encontrar um colega que consiga acompanhar o ritmo de Verstappen – basta notar que o segundo carro amealhou apenas 40 pontos desde o G.P. da Grã-Bretanha do ano passado. Para adensar o cenário, no ano passado o designer Adrian Newey saiu da Red Bull, alegadamente em parte devido a alegações feitas contra o Horner. A isso juntam-se ainda os rumores recentes que dão conta de uma possível saída de Verstappen para a Mercedes, apesar de haver um contrato que o liga à Red Bull até 2028.
O certo é que, para já, ainda não há motivo oficial para a saída de Horner. Recorde-se que, no ano passado, o até aqui homem-forte da Red Bull F1 tinha sido acusado de um comportamento inapropriado com uma colega feminina, embora mais tarde tenha sido ilibado na sequência de uma investigação interna, sendo que a sentença foi confirmada em recurso.