A marca nipónica poderá avançar com um coupé “zero emissões” numa tentativa de satisfazer os mais entusiastas.
A Subaru está a acelerar o processo de eletrificação total da sua gama, sobretudo na Europa, devido às restrições cada vez mais apertadas devido às emissões de CO2. Mas a verdade é que crossovers como o Uncharted, o Solterra ou o Trailseeker não cumprem os requisitos – pelo menos no formato de carroçaria – para apelar aos fãs mais entusiastas da marca. Talvez por isso, os responsáveis da marca japonesa estejam a equacionar avançar com um novo BRZ para solo europeu. Contudo, a terceira geração do coupé será 100% elétrica.
O objetivo da Subaru com este BRZ EV é precisamente colocar no catálogo um modelo que possa apelar aos fãs mais apreciadores de emoções fortes ao volante. David Dello Stritto, o responsável pela marca nipónica na Europa diz à Autocar que a possibilidade de um BRZ elétrico para a Europa está em cima da mesa, apesar de a prioridade ser o Uncharted. Já no início do ano Stritto falava da possibilidade da eletrificação a 100% para modelos da divisão STI. Inoue Masahiko, responsável geral pela divisão de elétricos da Subaru, admite que um BRZ elétrico chegou a ser uma possibilidade, em parceria com a Toyota, mas que esse cenário não se coloca para os tempos imediatos – possivelmente porque a Toyota, de acordo com as informações mais recentes, prevê fazer um GR86 ainda com recurso à combustão e com tração traseira. “Chegámos a equacionar eletrificar o BRZ e o GT86, mas numa relação como esta todos têm de sair a ganhar, e neste momento não conseguimos tirar benefício disso”, admite Masahiko. O certo é que o Sport Mobility Concept, um coupé desportivo 4×4 “zero emissões” apresentado em 2023, apontava efetivamente para um futuro BRZ de “calças arregaçadas”. Quanto à possibilidade de um híbrido, Masahiko é claro, dizendo que um elétrico é mais simples e mais fácil de desenvolver em comparação com um sistema híbrido.
Recorde-se que o BRZ foi lançado em 2011 e teve uma segunda geração em 2020. Ambas traziam motores boxer. Devido às normas ambientais, o coupé foi retirado dos poucos mercados europeus em que estava a ser comercializado – pois em Portugal nunca chegou sequer a ser lançado.