Gucci entra na F1 e juntar-se-á Alpine a partir de 2027

Gucci Alpine F1

A marca de moda de luxo é encabeçada pelo antigo patrão do grupo Renault, Luca de Meo.

Na próxima temporada da Fórmula 1, existirá uma nova equipa grelha de partida: a Gucci Racing Alpine. Isto significa que a marca de moda de luxo, liderada pelo antigo “homem-forte” do grupo Renault, Luca de Meo, será o principal patrocinador da formação Alpine Fórmula 1 em 2027. A Gucci substituirá a BWT como patrocinador na equipa sediada em Enstone que passará a ter a designação Gucci Racing Alpine Formula 1 Team.

A equipa adotará as cores da bandeira italiana, como a Gucci faz, abandonando o azul e rosa que vimos nos últimos anos. De Meo, que deixou o cargo de CEO do Grupo Renault no ano passado para assumir a direção do Grupo Kering – dono de várias marcas de luxo, incluindo a Gucci -, terá sido fundamental para a concretização do acordo. Durante o seu mandato à frente da Renault, De Meo foi um dos maiores defensores da participação na F1 e uma força motriz por trás da decisão de mudar a marca da equipa de Renault para a marca de modelos de alta performance Alpine. O novo acordo demonstra o compromisso da Renault em manter a equipa na F1, apesar da decisão de abandonar o seu próprio programa de produção de motores no final do ano passado, optando pelo fornecimento de motores Mercedes-AMG aos clientes. Como parte do acordo, a Gucci criará uma nova marca, a Gucci Racing, que descreve como sendo uma “plataforma empresarial e experiencial”.

Flavio Briatore foi convidado pelo seu amigo de Meo para desempenhar as funções de consultor executivo da equipa Alpine F1. Recorde-se que a Alpine alcançou alguns dos seus maiores sucessos quando era financiada por outra marca de moda italiana, a Benetton. A equipa sediada em Enstone começou como Toleman em 1981, mas foi comprada pela Benetton – que já tinha patrocinado as equipas de F1 Tyrrell e Alfa Romeo – em 1985. Sob a alçada da Benetton e liderada por Briatore, a equipa conquistou 27 vitórias em corridas, com Michael Schumacher a conquistar títulos de pilotos consecutivos em 1994 e 1995. A Benetton vendeu então a equipa ao fornecedor de motores Renault para a época de 2001. Desde então, a equipa passou por inúmeras mudanças de marca e de propriedade. Foi conhecida como Renault a partir de 2001, passando a chamar-se Lotus F1 Team em 2012, antes de a Renault ter readquirido a equipa em 2016. Posteriormente, foi renomeada como Alpine em 2021. A equipa ocupa atualmente o quinto lugar no campeonato de construtores de 2026.

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