Saída de Marchionne poderá precipitar fusão da FCA

Depois de 14 anos aos comandos da Fiat Chrysler Automobiles, Sergio Marchionne deixará as funções daqui a um ano. A saída do gestor de 65 anos – cujo mandato ficará necessariamente marcado pela fusão com a Chrysler em 2014 – poderá precipitar um cenário de fusão com outro construtor, que há muito se vem conjeturando.

Citado pela Automotive News Europe, Giuseppe Berta, professor na Universidade de Bocconi, que passou pela Fiat, diz que “Marchionne é a FCA”, como tal, “com a sua saída, a FCA será forçada a mudar, e isso abre espaço para uma grande transformação”. O futuro do conglomerado italo-americano poderá ficar definido em junho, na reunião de investidores, apesar de numa entrevista em janeiro passado o gestor italiano ter sublinhado que a FCA tem atualmente capacidade para sobreviver por si própria. Nessa reunião, Marchionne apresentará um plano para debelar uma dívida de 2,39 mil milhões de euros e a estratégia de crescimento até 2022. Adam Wyden, analista da ADW Capital, diz que a fusão com a Ford é a que faz mais sentido. Contudo, existem especulações a propósito de possíveis acordos com construtores europeus. Um dos cenários é a integração no grupo VW, que poderá ajudar os alemães a ganhar credibilidade imediata nos EUA, outro é o da fusão com a PSA. Finalmente, a FCA poderá virar-se a oriente, mais concretamente para um investidor chinês, sendo que a Geely, a dona da Volvo, é a hipótese mais forte.

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