A Honda admite que queria fazer da Nissan uma subsidiária, mas a sua proposta foi rejeitada.
A Nissan e a Honda confirmaram o fim das conversações com vista à fusão entre ambas. Recorde-se que a 23 de fevereiro do ano passado foi assinado um memorando de entendimento para discutir uma fusão. O plano era criar uma empresa comum que integraria os dois fabricantes já a partir de 2026. Contudo, logo no início do processo de diálogo, fontes próximas davam conta que o acordo estava fadado a não avançar. A Honda e a Nissan já emitiram um comunicado em conjunto dando conta que as negociações terminaram. Neste anúncio oficial é dito que “a Honda propôs alterar a estrutura da criação de uma empresa holding conjunta, em que a Honda nomearia a maioria dos diretores e o diretor executivo com base numa transferência conjunta de ações, tal como inicialmente delineado no MOU, para uma estrutura em que a Honda seria a empresa-mãe e a Nissan a subsidiária através de uma troca de ações.”
O outro memorando de entendimento separado, assinado pela Honda, Nissan e Mitsubishi, na mesma data já referida, também caiu em saco roto. Nesse documento era dito que a Mitsubishi poderia participar na fusão Honda-Nissan. E que os três fabricantes trabalhariam em conjunto para produzir carros elétricos.
Outro entrave aparente que terá ditado o fim das negociações foi o facto de a Honda não querer o envolvimento da Renault, tendo mesmo pedido à Nissan que comprasse de volta as ações que estão na posse dos franceses. Além disso, a Mitsubishi terá alegadamente rejeitado a ideia de se tornar num terceiro membro da fusão, optando por manter-se independente.