Citroën C1 1.0 VTi 72 CVM Urban Ride

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O renovado citadino traz uma série especial, caraterizada pela inspiração no universo dos SUV. Saiba o que trouxe de novo.

O que é?

O Citroën C1 é um citadino desenvolvido e produzido em conjunto com o Peugeot 108 e o Toyota Aygo. O C1 vendeu 1400 unidades em 2017 no nosso país, prova de que é um modelo popular. Como tal, na hora de acertar o passo, não foi necessário mexer muito numa fórmula que tem sido de sucesso. Aproveitando a introdução de um facelift a Citroën decidiu apostar em duas séries especiais: Elle (mais dirigida ao público feminino) e Urban Ride (ao masculino). Coube-nos ensaiar a versão Urban Ride, que está exclusivamente disponível com o motor tricilíndrico atmosférico 1.0 em associação com uma caixa manual de cinco velocidades e apenas para o formato de cinco portas. Esta série Urban Ride é feita com base no nível de equipamento intermédio Feel, caraterizando-se pelo aspeto mais aventureiro por via da introdução de elementos de proteção da carroçaria em plástico preto e de decorações exclusivas na carroçaria e no interior.

Para que serve?

É importante começar por realçar o que muda em toda a gama C1 com este facelift. Para começar, há duas novas cores exteriores, incluindo o Azul Calvi da unidade ensaiada, que veio substituir o Smalt Blue – disponível com o tejadilho em preto Caldéra. Ao todo são 32 combinações de cores à disposição, incluindo versões bicolores e Airscape (com tejadilho retrátil em lona). Por dentro, o citadino traz também novas opções de decoração, incluindo os revestimentos em tecido Square Blue e o pack Urban Ride (disponíveis na unidade ensaiada). Há ainda novas ajudas à condução, incluindo o sistema de travagem em cidade Active City Brake (pouco comum neste segmento, em opção por 600 euros em toda a gama), ajuda ao arranque em subida, alerta de transposição involuntária de faixa, câmara de visão traseira e acesso mãos-livres. Destaque ainda para o sistema de reconhecimento de sinais de velocidade e compatibilidade com Mirror Screen (Apple CarPlay, Android Auto e Mirror Link) no sistema de infotainment com ecrã tátil de 7 polegadas (que exibe também imagens da câmara de marcha-atrás, opção por 800 euros). A marca francesa realça ainda que operou mudanças ao nível do tratamento acústico e do conforto da suspensão – algo que pudemos comprovar, uma vez que a direção está marginalmente mais precisa (o que favorece ainda mais o seu comportamento em cidade) e o amortecimento ligeiramente mais confortável. Por ventura, a mudança mais assinalável será a introdução de um renovado motor “mil”, que, por necessidade de cumprimento das normas ambientais Euro 6.2, passou de 68 para 72 cv – dispondo também de uma versão com caixa pilotada. As mexidas no motor de origem Toyota consistiram ainda na redução do binário máximo de 95 para 93 Nm às 4400 rpm, visando melhorar a resposta a baixos regimes. No final, as alterações no bloco refletem-se numa redução dos consumos e numa melhoria das prestações.

Porque devo comprar?

Em concreto, a unidade ensaiada dispõe autocolantes na parte superior do pilar C, capas dos espelhos pretas e jantes Planet Black de 15 polegadas (com centro da roda em Sunrise Red), vidros traseiros e óculo traseiro escurecidos e guarda-lamas alargados – aspetos que potenciam a aparência já em si bastante engraçada do mais pequeno dos modelos da Citroën. As suas proporções conferem-lhe ainda mais personalidade e até um ar jovem e desportivo. Por dentro, destaque para o logótipo e tapetes específicos, a que se juntam as decorações na cor cinza e laranja Anodizado no tablier. Aspetos que tornam o ambiente interior mais alegre. As mudanças ao nível de motor são bem-vindas num modelo já reconhecido por ser suficientemente despachado, com binário suficiente para uma utilização quotidiana em ambiente urbano, mantendo os consumos a um nível razoável: terminámos o teste com uma média de 6 l/100 km. A sua caixa manual é curta e está bem escalonada para as voltinhas na cidade. Quem conhece este citadino (ou algum dos seus dois “irmãos”) já sabe com o que pode contar. O C1 é um modelo muito civilizado, tendo em conta as suas dimensões. Ficou mais confortável e com melhor qualidade de rolamento, mas as mudanças a esse nível não foram do dia para a noite. Em contraponto, não é o modelo ideal para viagens longas, uma vez que tem uma bagageira curta e os ocupantes dos lugares posteriores ficam algo apertados, assim como terão de se contentar com janelas de abertura em compasso. Os bancos também carecem de falta de apoio. O motor é pouco refinado, emite uma banda sonora pouco agradável quando é mais solicitado, e emana muitas vibrações para o habitáculo. Além disso, tem pouca potência para ultrapassagens mais céleres em autoestrada e notam-se alguns ruídos aerodinâmicos a velocidades mais elevadas. Mas não se iluda: este C1 está mesmo “como peixe na água” é em cidade.

Que opções tenho?

Há outras cores exteriores, além do Azul Calvi para o exterior deste C1 Urban Ride. É possível optar pelo Cinza Gallium, Cinza Carlinite, Preto Caldéra e Branco Lipizan (cor de série). Se é fã da personalização, além da série especial Urban Ride existe a versão Elle, essa sim disponível com caixa manual e pilotada. A opção manual desta versão Elle é cerca de mil euros mais cara que a Urban Ride (que começa nos 13.017 euros), uma vez que tem por base o nível de equipamento de topo Shine – e já inclui de série mais equipamento que o Urban Ride (acrescentando ainda em opção estofos em couro perfurado e capas dos espelhos cromadas). Se, por outro lado, não é apreciador de personalização e prefere uma versão mais simples, saiba que o no nível Feel o C1 começa nos 12.197 euros (820 euros mais em conta que o Urban Ride).

Há desconto?

De momento, não há nenhuma campanha para este modelo. Mas não custa tentar falar com um vendedor e tentar um desconto.

 

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