Kia pode avançar com Picanto elétrico

Kia Picanto atual está disponível apenas com motores a gasolina

Coreanos acreditam que o projeto avançará assim que seja possível reduzir os custos de produção.

A Kia está a estudar o lançamento de um Picanto elétrico. Emilio Herrera, o diretor operacional da marca coreana na Europa, admitiu à Automotive News que o maior constrangimento para o projeto é o elevado custo de produção. Contudo, apesar de ser “um enorme desafio”, segundo Herrera, “mais cedo ou mais tarde teremos de fazer” um Picanto EV. Este responsável estima que atualmente um modelo com estas caraterísticas poderia custar perto de 20 mil euros – quase o dobro do preço base do Picanto convencional (na imagem). Por isso, para que possa avançar, terá de haver uma redução de custos de modo a que se possa ser atribuído um preço mais competitivo ao citadino elétrico – que seria entre os 16 e os 17 mil euros. Uma das formas de tornar o projeto rentável é convencer a “irmã” Hyundai a fazer um i10 elétrico.

Numa altura em que, devido à escassa rentabilidade, alguns fabricantes já desistiram de modelos convencionais do segmento A (como a Ford parou com o Ka+ e a Opel com o Karl e o Adam), outros devem assumir por completo a via 100% elétrica (como o grupo VW, que já na próxima geração, em 2020, deverá ter o trio VW Up, Skoda Citigo e Seat Mii, exclusivamente elétricos). Apesar desta escolha, o grupo alemão não deverá conseguir um preço muito abaixo de 20 mil euros para estas propostas “zero emissões” dos seus citadinos. Em contraste, a Renault comunicou durante o Salão de Frankfurt que está a preparar um elétrico revolucionário, que custará 10 mil euros, a lançar num prazo de cinco anos. A propósito deste vaticínio da marca francesa, Herrera revelou-se algo cético acerca da sua viabilidade financeira.

O homem-forte da marca coreana no Velho Continente acredita que os fabricantes não se devem apoiar nos incentivos governamentais para fomentar a penetração de carros elétricos no mercado – uma vez que estas benesses poderão vir a desaparecer nos próximos cinco anos. Herrera acredita que o esforço da indústria não deixará cair um segmento que ainda é muito importante nalguns países europeus, como Itália, por exemplo, no qual os citadinos representam 50% das vendas. A Jato Dynamics diz que os modelos do segmento A equivalem a 26% em todo o mercado europeu.

Não será apenas nesta franja de mercado que a Kia quer ter modelos elétricos. Herrera acredita que será possível estar presente em quase todos os principais segmentos. Segundo ele, depois dos crossover Niro e Soul, há margem para novos modelos EV. Só desta dupla, a marca coreana prevê vender este ano 20 mil carros (valor que poderá duplicar em 2020).

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