Yamaha Tricity 300 com carta de carro

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Não é novidade que a Yamaha gosta de romper convenções e desbravar novos caminhos, criando muitas vezes, novos trilhos e tendências a seguir. A Tricity 300 é o passo lógico para os que pretendem evoluir das pequenas 125 cc, mas, por outro lado, abre a possibilidade aos automobilistas de poderem conduzir uma 300 cc apenas com carta de automóvel.

Texto: Domingos Janeiro      Fotos: Pedro Lopes

Uma das linhas mestras que estão na génese de grande parte dos modelos da Yamaha é a mobilidade. Com a nova realidade que o mundo vive, estas questões ganham cada vez mais importância e cabe aos fabricantes darem respostas imediatas e ajustadas às necessidades. O mercado das motos de três rodas sempre fascinou a marca japonesa e podem não ter sido os primeiros a apresentar esta solução no mercado, mas são os que mais têm estudado soluções. É assim que nasce a Tricity 125, por questões de mobilidade nas cidades. Mais barata que as restantes soluções disponíveis desde cedo piscou o olho àqueles que tinham fobia de subir para uma moto/scooter. As duas rodas na frente transmitem maior segurança, as dimensões contidas abrem espaço a todos os utilizadores de todos os níveis e, o motor de 125 cc, permite a todos os detentores de carta de carro, a possibilidade de a conduzirem. Depois, surgiu a Nikken 900, um exercício de estilo e uma mostra do que a Yamaha é capaz de fazer e a capacidade de inovação que ainda tem. Mas a racionalidade volta agora a chegar, através de uma Tricity mais crescida e que continua a poder ser conduzida com carta de carro.

Mais confiança

Só o facto de ter três rodas é logo suficiente para transmitir mais confiança e as dimensões contidas,  reduzida altura do assento ao solo e a fácil acessibilidade ao montar e desmontar, típicas das scooter. Estas características fazem com que aqueles que toda a vida andaram de carro e nunca pensaram em andar de moto, possam agora repensar o seu conforto. Naturalmente que para pegar numa moto e sair para a estrada carece de algumas noções básicas de condução e aqui, um curso de condução poderá ser a melhor opção ou, em alternativa, ter umas aulas com alguém que realmente saiba o que fazer. Sem esquecermos de que as três rodas na dianteira alteram um pouco o comportamento típico das motos. Em contrapartida temos mais confiança na frente, em todas as situações como a curvar, para progredir no mau pavimento das cidades (os carris do elétrico deixam de ser problema) e a travagem transporta-nos para outra dimensão de segurança e confiança…

Problema resolvido

Um dos problemas mais comuns que os utilizadores das pequenas oitavo de litro sentem, é a falta de potência em determinadas situações, como por exemplo, quando têm que convergir diariamente para as cidades ou quando necessitam de um pouquinho mais de aceleração para efetuar as ultrapassagens. Grande parte sentia-se já satisfeito e confortável com as suas pequenas scooter, mas faltava… motor. Voilá! Aqui está a solução! O motor que equipa a nova Tricity é o que podemos encontrar na XMAX 300 e que tantas paixões desperta, apresentando-se muitas das vezes como solução para evoluir das 125 cc, mas que tem o inconveniente de obrigar a tirar a respetiva licença de condução… Mas então como é possível podermos conduzir a nova Tricity apenas com carta de automóvel, como se de uma 125 cc se tratasse? Já lá vamos! Voltamos ao motor, contamos com a disponibilidade de um “Blue Core” (assim é chamada a nova geração de blocos para scooters da Yamaha, mais económicos e ecológicos) de um cilindro com 292 cc, refrigerado por líquido com 28 cv de potência e 29 Nm de binário. O consumo fixa-se nos 4 litros aos 100 km e o depósito apresenta 13 litros de capacidade o que significa que com o depósito cheio acabamos por ter uma autonomia para mais de 300 km (325 km para sermos mais específicos). O controlo de tração (que pode ser totalmente desligado) vem como equipamento de série.

Uma XMAX disfarçada

Claramente a Yamaha “pegou” na sua XMAX 300 e transformou-a num modelo com três rodas, que abre novas possibilidades ao mercado e, principalmente, torna a XMAX 300 mais democrática! O sistema das duas rodas dianteiras tem por base a tecnologia “Leaning Multi Wheel System – LMW” desenvolvido para a Niken e foi adaptado à XMAX 300. A estética é-nos familiar, com a parte traseira a ser muito idêntica à scooter 300 cc de duas rodas, o mesmo motor, mesmo quadro e amortecedores traseiros. A grande alteração está na frente, modificada e reforçada para receber então as duas rodas. Com a nova três rodas da Yamaha passamos a ter a mesma simplicidade e segurança que temos na Tricity 125, mas com a qualidade e prestações da XMAX 300, um dos modelos mais desejados da gama de scooters da marca dos três diapasões.

Por falar na dianteira, o sistema LMW apresenta uma importante alteração em relação à Niken, que é o facto das forquilhas estarem colocadas na parte interior em vez do exterior, conseguindo assim reduzir a largura, mas mantendo os parâmetros legais que lhe permitem ser conduzida com carta de carro, em conjunto com o travão de pé, que reparte a travagem pelas três rodas. Outra diferença em relação à Niken e à Tricity mais pequena é que a nova 300 permite fixar  as rodas dianteiras (dos 10 km/h para baixo) fazendo com que possamos parar sem colocar os pés no chão, tal como acontece na Piaggio MP3, por exemplo. As jantes de 14” asseguram grande agilidade e conforto e a travagem com ABS é operada nas três rodas e por isso mais potente e eficiente que nas comuns scooter. Por falar em agilidade, os 239 kg de peso apresentam-se bem distribuídos e o espaço por baixo do assento permite guardar até dois capacetes integrais.

Iluminação LED, ignição sem chave, tomada de 12V, travão de parque e painel de instrumentos digital muito completo, completam a rica lista de equipamento.

Aos comandos

Quando nos sentamos assumimos uma postura confortável e familiar, mas sentimos um pouco mais o peso em relação às scooters comuns. A frente nota-se diferente nas primeiras curvas, principalmente se forem mais fechadas, mas rapidamente ganhamos confiança e o motor surpreende pela disponibilidade, apresentando-se como o investimento ideal para quem com carta de carro pretende ter acesso a uma scooter mais potente e “despachada”. Nas primeiras curvas rápidas surpreende pela segurança e agilidade e transmite-nos as mesmas sensações que uma moto dita “normal”. A dupla forquilha dianteira funciona muito bem, é progressiva e com o equilíbrio ideal. Já os amortecedores traseiros mostram-se algo secos, ainda assim firmes o suficiente para nos acompanhar nas toadas mais desportivas. O motor apresenta-se cheio e redondo, com recuperações mais fortes e determinadas acima dos 90 km/h. Permite-nos fazer ultrapassagens sem qualquer problema, bem como rolar em auto estrada a velocidades mais elevadas. É muito confortável para médias deslocações diárias. A proteção aerodinâmica é muito boa, mas nota-se pouco espaço para os pés.

A nova Tricity 300 é a opção ideal para quem, com carta de automóvel, dá os primeiros passos entre as motos, com um conjunto muito fácil e seguro e com a mais-valia de um motor potente e desembaraçado. Tudo isto acompanhado por um forte equilíbrio do conjunto, acabamentos de luxo e uma estética moderna mas discreta.

A nova Yamaha Tricity 300 já está disponível nos concessionários pelo preço base de 8 195€, nas cores cinzento ou verde. No que toca a acessórios, a Yamaha tem disponíveis diversos packs de equipamento como o Sport, Winter ou Urban que te ajudam a configurar ainda melhor a scooter ao teu gosto e necessidades pessoais.

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