Albuquerque campeão mundial após vencer Le Mans em LMP2

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A vitória à geral foi alcançada pelo Toyota número #8 conduzido por Kazuki Nakajima, Sébastien Buemi e Brendon Hartley.

Logo à partida, a 88ª edição das 24 Horas de Le Mans prometia ser especial por se realizar num momento em que somos afetados pela pandemia mundial provocada pelo novo coronavírus. Ao ter a sua data reagendada para setembro e ser realizada à porta fechada, a mítica corrida de resistência adotava circunstâncias inéditas. Ainda assim, essa conjuntura não impediu a realização de uma edição que ficará, certamente, para a história.

Na categoria dos LMP1, os dois TS050 – Hybrid da equipa Toyota Gazoo Racing partiam como favoritos à vitória, mas eram seguidos de perto pela dupla de Rebellion R13 – Gibson que já havia apresentado um bom andamento. O início da corrida foi algo atribulado para o Toyota #8 que sofreu um furo na primeira hora e teve de substituir parte do sistema de travagem quando o relógio já marcava as seis horas de corrida. Com o aproximar do meio da prova, foi a vez do Toyota #7 sofrer complicações relacionadas com o turbo que o fizeram perder cerca de 30 minutos nas boxes. Ao longo da noite, o Toyota número #8 foi conquistando terreno à dupla de Rebellion que, mais tarde, acabou por sofrer alguns problemas. A partir daí, a equipa do Toyota #8, constituída por Kazuki Nakajima, Sébastien Buemi e Brendon Hartley, foi controlando a liderança e alcançou o primeiro lugar ao atravessar a meta com o Rebellion #1 e o Toyota #7 a preencherem os restantes lugares do pódio.

Quanto aos LMP2, categoria em que participavam os únicos dois pilotos portugueses – Filipe Albuquerque no #22 e António Félix da Costa no #38 – era esperada uma dura batalha entre as várias equipas em virtude do equilíbrio demonstrado nos treinos livres e na qualificação. Ao longo de toda a corrida assistimos a uma intensa disputa pela liderança perpetrada pelo #22 e #32 da United Autosports, seguida do #37 pertencente à Jackie Chan DC Racing, do #38 preparado pela JOTA e do #26 inscrito pela G-Drive Racing. Para felicidade de todos os portugueses, os dois Oreca 07 – Gibson em que seguiam os pilotos nacionais acabaram por chegar à última hora nos dois primeiros lugares e ainda trouxeram alguma emoção no final da corrida. O #22 da United Autosports conduzido por Filipe Albuquerque, Paul Di Resta e Philip Hanson acabou por levar a melhor e conquistou o primeiro lugar do pódio seguido de perto pelo #38 da JOTA e por o #31 da Panis Racing. Com este triunfo, Albuqueruqe tornou-se campeão do mundo de resistência nos LMP2.

No que se refere aos GTE Pro, as hostilidades resumiram-se principalmente a uma contenda entre o Ferrari 488 GTE Evo #51 da AF Corse e o Aston Martin Vantage AMR #97 da Aston Martin Racing depois de os carros “irmãos” de ambas as equipas sofrerem contratempos. No final, a vitória foi para o Aston Martin #97 tripulado por Alexander Lynn, Maxime Martin e Harry Tincknell seguido do Ferrari #51 e do Aston Martin #95.

Já nos GTE-Am, o grande vencedor foi o Aston Martin Vantage AMR #90 da TF Sport que circulou sem grandes problemas ao longo de todo o dia com Jonathan Adam, Charlie Eastwood e Salih Yoluc ao volante. A acompanhar a sua subida ao pódio esteve o Porsche 911 RSR #77 da Dempsey-Proton Racing e o Ferrari 488 GTE Evo #83 da AF Corse.

Ao triunfar na categoria LMP2, Filipe Albuquerque inscreve o seu nome na história como o segundo piloto português a vencer as 24 Horas de Le Mans na sua categoria. Pedro Lamy já havia conquistado o primeiro lugar na categoria GTE-Am em 2012, a bordo de um Corvette C6-ZR1. Com a vitória à geral, a Toyota Gazoo Racing alcança o seu terceiro triunfo consecutivo e inscreve o TS050 – Hybrid na história da mítica corrida de resistência.

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