A opção por um motor maior, de quatro cilindros, no novo coupé prende-se sobretudo com as emissões.
A Toyota conta com um motor 1.6 de três cilindros turbo na dupla GR Yaris e GR Corolla, mas para o seu novo coupé a fórmula será diferente. Mikio Hayashi, o responsável de marketing da Gazoo Racing, citado pela Autocar, confirmou que o novo modelo chamar-se-á Celica Sport e que contará com tração integral. Além disso, debaixo do capot surgirá um motor maior 2.0 de quatro cilindros turbo. A principal razão para a mudança são as emissões de CO2 – o que significa que poderá vir a ser associado a alguma forma de eletrificação. Contudo, o responsável nipónico diz que ainda se encontra em estudo se o sistema será híbrido convencional, plug-in ou até puramente a combustão.
Já em 2024, a Toyota deu a conhecer o 2.0 G20E, um bloco de quatro cilindros com 400 cv, mas aparentemente é possível chegar aos 600 cv com a utilização de um turbo maior. Este motor não só pode ser encaixado no GR Yaris, como também no GR Corolla, superando os 280 e 308 cv que, respetivamente, são oferecidos pelo três cilindros nos modelos atuais. Além disso, é praticamente certo que faça parte do novo modelo de motor central já confirmado pela marca nipónica, mas cujo nome ainda não foi revelado. Em causa deverá estar um sucessor do MR2, que teve três gerações entre 1984 e 2007. No caso do Celica, estaremos perante um modelo com motor dianteiro, embora esteja a ser testado um novo modelo de motor central para o WRC – que as fotos espia “apanhadas” em Portugal mostram uma carroçaria ao estilo do Celica -, para substituir o atual GR Yaris. Os responsáveis da Toyota recusaram confirmar que se trata, inclusivamente, de um Celica. O “render” digital criado pela Carscoops mostra como poderá ser este modelo de ralis sem camuflagem.
Os japoneses da Best Car, avançam mesmo que o Celica de produção poderá vir a assumir uma configuração de motor central, contribuindo para que se diferencie dos próximos Supra e GR86. Isso faria com que o novo Celica fosse na verdade o referido modelo de motor central sobre o qual se vem especulando há algum tempo, deixando de parte o cenário de um novo MR2 – pois não faria muito sentido ter na gama duas propostas com essa configuração e dois lugares, a um preço relativamente acessível.