Mercedes-Benz confirma que vai abandonar as caixas manuais

Caixas manuais vão sair de cena na Mercedes-Benz

A juntar a isso, a marca de Estugarda prescindirá de grande parte dos motores térmicos e admite que poderá reduzir a sua gama de modelos compactos.

O responsável de pesquisa e desenvolvimento da Mercedes-Benz disse à Autocar que a marca vai, gradualmente, “excluir as caixas manuais” de modo a reduzir custos e agilizar o processo de produção. Markus Schäfer entende que é “necessário reduzir a complexidade”, pois, segundo ele, “a complexidade implica custos”. Não se pode dizer que este anúncio seja propriamente uma surpresa, uma vez que praticamente todo o mercado tem vindo a enveredar pelas caixas automáticas e a Mercedes não é exceção. Atualmente, com exceção de algumas versões de acesso dos modelos compactos, todos os modelos disponíveis da marca alemã já contam com caixas automáticas. Nos EUA, por exemplo, a Mercedes-Benz deixou de vender modelos de caixa manual em 2011. No entender dos responsáveis da marca alemã, com a transição progressiva para modelos elétricos, a opção de caixa manual deixa de fazer cada vez menos sentido.

Marcus Schaeffer adiantou ainda que daqui para a frente haverá também uma “substancial redução do número de plataformas” e uma “redução crítica dos motores a combustão”, de forma até a simplificar a sua gama e ajudar a reduzir os custos de produção, “seguindo uma estratégia mais modular”. Assim, de acordo com estimativas dos responsáveis da Mercedes-Benz, até 2025 haverá um corte com 40% dos motores térmicos e até 2030 a redução será na ordem dos 70%.

Ainda no que concerne às medidas com vista a um crescimento lucrativo no segmento premium, que visa uma redução de custos fixos superiores a 20% até 2025, a Mercedes-Benz deverá reduzir a oferta de modelos compactos. Aliás, é o próprio CEO da marca alemã que reconhece algum exagero no número de propostas. Apesar de em 2019, esta franja de modelos ter representado um terço das vendas da Mercedes-Benz (com especial destaque para a prestação comercial do Classe A), Ola Källenius disse à Automotive News Europe que o foco é em versões de topo com vista a aumentar as margens de lucro. Como tal, apesar de o responsável máximo da Mercedes não ter especificado quais os “alvos a abater”, já se especula que modelos como o Classe A ou o Classe B poderão desaparecer no final do atual ciclo de produto por serem menos lucrativos face a propostas de segmentos superiores.

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