Os Mini do futuro vão ser assim

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Vision Urbanaut é um monovolume elétrico e autónomo que antecipa uma solução de mobilidade para 2030.

A Mini desvendou um protótipo futurista que aponta para uma futura geração de modelos de produção. O Vision Urbanaut é um monovolume elétrico e autónomo desenvolvido de dentro para fora, feito a pensar num hipotético cenário de mobilidade urbana para 2030. Este estudo pretende projetar a matriz do que serão os lançamentos da marca britânica doravante, quer em termos estéticos como de posicionamento. Curiosamente, apesar de este ser ainda um modelo criado por computador e do aspeto futurista, está em estudo a possibilidade de vir a ser produzido. Segundo a Autocar, este Urbanaut poderá mesmo avançar em 2027 – sobretudo a pensar no mercado chinês. Nos planos dos responsáveis da Mini está uma versão de passageiros com cinco lugares e uma versão comercial.

Focado numa utilização inteligente do espaço interior, o Urbanaut recupera o conceito do Mini original, lançado em 1959. Contudo, este Mini tem todo menos de “mini”, pois surge com 4460 mm de comprimento (ou seja, 261 mm mais comprido do que o SUV Countryman) e desta vez a silhueta é a um monovolume dotado de uma generosa distância entre eixos e vãos curtos. O Urbanaut é feito com base numa nova plataforma tipo skate especifica para modelos elétricos.

Esteticamente, o novo concept apresenta uma reinterpretação da grelha clássica da Mini com um formato octogonal em vez de hexagonal, mantendo os caraterísticos faróis arredondados dispostos atrás de uma estrutura em alumínio fresado. O para-brisas dianteiro feito para abrir quando o carro está parado remete para o Isetta (produzido pela BMW entre 1955 e 1962), criando uma espécie de varanda. Toda a superfície em vidro do carro, incluindo o tejadilho panorâmico têm como objetivo a entrada do máximo de luz natural no carro, que ganha o aspeto de um “lounge”. A lateral é praticamente desprovida de qualquer adorno e a traseira tem um vidro que replica a forma da grelha dianteira. Já os pneus possuem um padrão similar à bandeira do Reino Unido.

Feito a pensar nos lugares de estacionamento mais apertados das cidades, o acesso ao interior faz-se unicamente através de uma porta lateral dotada de um mecanismo deslizante e giratório. Quando o carro opera em modo autónomo, o volante e os pedais recolhem e os bancos dianteiro giram para trás. Já os bancos posteriores dobram-se de modo a assumirem o formato de um sofá. Existe ainda um painel digital de grandes dimensões posicionado ao centro do carro, que funciona como uma espécie de local de encontro para os ocupantes. O modelo de quatro lugares acrescenta ainda ao fundo um banco traseiro iluminado, uma mesa e uma planta – fazendo mais com que se pareça com uma sala de estar do que com um automóvel. O controlo remoto “Mini Tokken” permite selecionar entre os ambientes Chill, Wanderlust e Vibe, que muda o visual das jantes, luz ambiente, sonoridade, fragrância ambiente e disposição dos bancos, consoante os ocupantes queiram descansar ou fazer uma festa, por exemplo. O interior é feito de materiais sustentáveis, como cortiça e malhas.

A próxima geração de modelos Mini arrancará em 2023 com um hatchback de três portas, ao qual se seguirá o novo Countryman e um SUV mais pequeno. A partir dessa altura todos os modelos terão uma versão “eletrificada” na gama.

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