Hennessey Venom F5 quer ser o carro mais rápido do mundo

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Hipercarro texano de 1800 cv chega no início de 2021 com um objetivo em mente: atingir os 500 km/h e bater a concorrência.

É preciso recuar à edição de 2017 do SEMA em 2017 para recuperarmos a primeira vez que ouvimos falar do Venom F5 pela primeira vez. A espera acabou, pois, a versão de produção do hipercarro da Hennessey foi finalmente mostrada e com o objetivo de bater o recorde absoluto de velocidade máxima. Limitado a 24 unidades e com preços a arrancarem nos 1,7 milhões de euros (antes de impostos), o modelo começará a ser entregue no início de 2021.

O Venom F5 (nome retirado de uma categoria de tornados na escala Fujita) vem munido de um motor V8 6.6 biturbo LS7 “Fury” a debitar 1800 cv às 8000 rpm e 1617 Nm às 5500 rpm, quando opera com gasolina E85. O modelo texano possui um “red line” às 8500 rpm. Com 1360 kg, o hipercarro anuncia uma relação peso/potência de 1323 cv/tonelada – 300 cv melhor do que o Koenigsegg Agera RS (o atual detentor do recorde mundial de velocidade, com 447,19 km/h. Anuncia 0-100 km/h em 2,6 segundos e 0-200 km/h em 8,4 segundos, 0-400 km/h em 15,5 segundos. Mais revelante é o facto de prometer atingir uma velocidade máxima de 500 km/h – tendo já reservado o Kennedy Space Center da NASA para recorde do Guinness durante 2021. Este foi precisamente o local escolhido para fazer “disparar” o Venom GT (feito com base num Lotus Exige), o antecessor do F5. Até lá, o novo hipercarro continuará a testar em estradas públicas fechadas, nomeadamente no Nevada – onde outros modelos de caraterísticas semelhantes costumam “esticar as pernas”. Quem promete dar luta ao novo Hennessey são os seus compatriotas da SSC com o Tuatara, que desta vez prometem cumprir as regras de homologação e rondar a marca dos 500 km/h.

Para ajudar a atingir estas prestações, a Hennessey o motor de cárter seco colocado a 90 graus dispõe de um coletor de admissão com um desenho específico, que coloca o intercooler entre a entrada da admissão e as cabeças dos cilindros em alumínio. Este funciona em conjunto com turbos personalizados com capas em titânio impressas em 3D e rodas de compressor de 76 mm. Para obter estes números, os texanos recorreram a um sistema de gestão do motor da Motec, com cinco modos à escolha (Sport, Track, Drag, Wet e F5 – este último configurado para a referida tentativa de recorde). A potência é debitada no eixo posterior através de uma caixa automática de sete velocidades da CIMA (com uma sétima relação preparada, teoricamente, para alcançar os 538 km/h.

O F5 é feito a partir de uma estrutura tubular em fibra de carbono com apenas 86 kg produzida pela Delta Motorsport, com painéis em fibra de carbono aparafusados aos subchassis dianteiro e traseiro. Para ajudar a reduzir ainda mais o peso estão o escape Inconel, um interior praticamente despido, jantes em alumínio forjado, suspensão de triângulos sobrepostos e amortecedores Penske. O sistema de travagem carbocerâmico tem discos da Brembo de 380 mm nas quatro rodas, com pinças AP Racing de seis êmbolos no eixo dianteiro e de quatro êmbolos no eixo posterior. As jantes são de 19 polegadas à frente e de 20 polegadas atrás, acompanhadas de pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 (que serão utilizados na tentativa de recorde de velocidade) de medida 265/35 e 345/30, respetivamente.

A frente do F5 não difere muito do protótipo inicial, contudo a traseira mudou bastante, sobretudo com a instalação de quatro ponteiras de escape. Por dentro, realce para um volante inspirado nos F1 e nos aviões.

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