Inspirado em tecnologia da F1 e de Le Mans, o sucessor do LaFerrari é o modelo de estrada mais potente da casa de Maranello.
A Ferrari apresentou o seu novo modelo de referência: o F80. Conta com um sistema híbrido (autorecarregável) com 1200 cv, tração integral e capacidade para acelerar de 0 a 100 km/h em 2,15 segundos, 0-200 km/h em 5,75 segundos, além de uma velocidade máxima de 350 km/h. A sua produção está limitada a 799 unidades (já todas com dono). Custa 3,6 milhões de euros.
Aquele que é o modelo de estrada mais potente da casa de Maranello vem munido de um sistema propulsor, inspirado no 499P de Le Mans e no F1, composto por um motor a gasolina e três motores elétricos. O motor térmico está colocado atrás do habitáculo e é responsável pelo movimento das rodas traseiras. É um V6 3.0 colocado a 120 graus (nome de código F163CF), tem 2992 cm3 e debita 900 cv às 8750 rpm e atinge o “red line” às 9200 rpm. Este motor é alimentado por dois turbos “eletrificados” como na F1, não necessitando de esperar pelo fluxo dos gases de escape para que atinja uma determinada pressão – um sistema que permite eliminar o “turbo lag”. Um dos motores elétricos está posicionado da cambota, assiste com 82 cv, além de recuperar energia até 70 kW. No eixo dianteiro, em cada uma das rodas, estão os outros dois motores elétricos, com 143 cv e 121 Nm, 12,9 kg e capazes de atingir 30.000 rpm (com o rotor a surgir revestido a fibra de carbono). Os motores elétricos são alimentados por uma bateria de 2,28 kWh de 800V, com 39,4 kg e que se encontra posicionada atrás do habitáculo em posição transversal. O F80 vem ainda munido de um sistema MGU-H (Motor Generator Unit – Heat) derivado da F1, que recupera energia dos gases de escape com o motor a temperatura elevada. O chassis monobloco e a carroçaria é em fibra de carbono, permitindo uma resistência à torsão 50% superior à do LaFerrari. Com 1525 kg (sem condutor e fluídos) é 270 kg mais pesado face ao LaFerrari. O F80 tem 4,84 metros de comprimento, 2,06 m de largura e 1,14 m de altura. Graças a uma componente aerodinâmica aprimorada é capaz de gerar 1050 kg de downforce a 250 km/h – acima dos 530 kg gerados pelo SF90 XX à mesma velocidade ou dos 870 kg de um 296 Challenge. Dessa downforce de 1050 kg, 460 kg são no eixo da frente e os restantes atrás, graças ao efeito do aileron móvel e ao difusor de grandes dimensões. Para melhorar a aerodinâmica, contribuir para um peso mais reduzido e aumentar a segurança, o habitáculo é mais estreito, com soleiras mais largas e os bancos não estão posicionados à mesma altura (com o do condutor a ficar mais à frente que o do passageiro, que é fixo.
Os pneus são uns Michelin Pilot Sport Cup 2 ou Cup 2 R, de medida 285/30 R20 à frente e 345/30 R21 atrás. O F80 dispõe de travões com discos carbocerâmicos com 408 mm de diâmetro à frente e 390 mm atrás, “mordidos” por pinças de seis e quatro êmbolos, respetivamente. A suspensão é uma evolução da Multimatic do Purosangue: é ativa e com controlo individual de cada roda mediante motores elétricos de 48V que regulam a força do amortecedor em função das condução de condução.














