Ao invés disso, os britânicos vão apostar em Super Hybrids com extensor de autonomia.
A Lotus apresentou em 2018 o plano Vision80 que previa a transição para uma gama 100% elétrica em apenas 10 anos. Agora, parece que a marca britânica colocou um travão nesses intentos e irá, alegadamente, dedicar-se aos Super Hybrids, utilizando um extensor de autonomia. Esta informação foi dada pelo próprio CEO da marca britânica, Feng Qingfeng, em entrevista ao Wall Street Journal, à qual acrescentou a sua fé nos modelos a combustão ainda por muitos anos, sublinhando que os clientes da Lotus viajam uma média de 30 mil km com os seus carros – o que significa que a autonomia dos carros é um fator importante. Além disso, segundo Qingfeng, no segmento de luxo as vendas são escassas porque “os modelos que existem neste segmento já são normalmente muito potentes, com uma experiência de condução similar, com motores de oito ou doze cilindros”.
Para resolver este problema, a Lotus propõe os Super Hybrids que terão uma arquitetura de 900V (que permitirá efetuar carregamentos ultra-rápidos), um motor turbo e uma bateria, para um alcance total teórico até 1094 km. Desta forma é possível combinar a elevada performance com um alcance maior, graças a um motor térmico. Para já, ainda não se sabe mais sobre esta nova tecnologia, mas poderá vir a ser adaptada aos atuais Eletre e Emeya (na imagem).
Nos primeiros nove meses deste ano a Lotus vendeu 8631 carros nos primeiros 10 meses do ano, com a Europa a representar 35% das vendas. O Eletre é o “best-seller” com 799 unidades comercializadas. Apesar disso, a marca registou perdas operacionais de 415 milhões de euros na primeira metade de 2024.