O Vision Driving Experience estreia os novos comandos “Heart of Joy” e antecipa a nova tecnologia para modelos desportivos 100% elétricos.
A BMW mostrou o Vision Driving Experience, como uma espécie de demonstração do conceito “Heart of Joy” – sublinhando o facto de que este protótipo não passará à produção. Contudo, este modelo com quatro motores elétricos (um por roda – um sistema que será utilizado do próximo M3 EV) é o mais aproximado até agora que a marca bávara nos exibiu do que poderá ser um Neue Klasse, não só em termos de design, mas também de tecnologia. Este banco de ensaios sobre rodas tem quatro portas e deverá abrir caminho para o futuro Série 3 elétrico, que poderá adotar a sigla i3. O seu principal propósito é mostrar a próxima geração de sistemas relacionados com a dinâmica de condução, pois o objetivo é que os próximos EV mantenham os índices de prazer de condução típicos de um BMW a combustão. Este Vision Vehicle é capaz de gerar 17.990 Nm de binário (provavelmente nas rodas e não na cambota – onde a engrenagem amplifica o valor para este tipo de níveis…), embora o fabricante vá dizendo que o objetivo é servir a condução quotidiana.
Este modelo de testes traz também cores nas jantes que mudam consoante a ação do condutor: ficando verdes em aceleração, azuis quando aquando da recuperação de energia e cor de laranja em travagem. O conjunto de comandos “Heart of Joy” é, no entanto, a principal estrela deste concept, pois é uma unidade de comandos avançados que interliga o sistema propulsor, os travões, o carregamento, a recuperação de energia e a direção. Os engenheiros querem que tudo funcione da forma mais perfeita possível, e dizem que o poder de computação é dez vezes mais rápido do que era antes. Isto significa que há alterações em milésimos de segundo nos parâmetros do veículo. A BMW afirma que uma grande parte desta nova tecnologia consiste em colocar as unidades de tração e de travagem sob o mesmo controlo. Isso aumenta a sustentabilidade graças a uma menor dependência dos travões convencionais, uma grande percentagem de recuperação de energia e um aumento de 25% na eficiência. De facto, a BMW afirma que os “travões” só serão necessários numa situação de paragem de emergência, sendo que a regeneração tratará do resto. Todos estes parâmetros, que comunicam e são controlados através de um “supercérebro”, permitem desbloquear novos níveis de comportamento, anteriormente inalcançáveis pelos sistemas separados. Os condutores necessitarão de menos comandos de condução, com “níveis de precisão excepcionais” e níveis de tração muito superiores. A juntar a isso, quando o condutor não quiser emoções fortes, os sinais diretos do automóvel ajudarão na condução a baixa velocidade, onde o Cruise Control Ativo, o travão de estacionamento, o Auto Hold e o start-stop unem esforços. A marca de Munique descreve a experiência de condução como sendo “harmoniosa e silenciosa” a qualquer velocidade. É também feita alusão a uma sensação de segurança e a capacidades exce
cionais em curva.
















