Na calha estão sim mais SUV, incluindo um novo “mini” Classe G.
A Mercedes-Benz acabou de anunciar a terceira geração do coupé de quatro portas CLA, que traz a opção de motores híbridos e elétricos. Mas isso não implica que venha a existir uma fórmula semelhante para o hatchback Classe A. O CTO da marca de Estugarda, Markus Schafer, confirmou que não haverá sucessor para o modelo atual, que funciona como proposta de acesso à gama. Lançado em 2022, o Classe A tem o fim de ciclo previsto para 2026.
Schafer justificou a “morte” do único hatchback em catálogo da marca germânica com a necessidade de fazer modelos que possam funcionar um pouco por todo o mundo, incluindo a China e os EUA. Apesar do formato “hatch” ser um dos preferidos dos europeus, não faz parte dos eleitos noutras latitudes. Aliás, a Mercedes-Benz está empenhada em reduzir a complexidade da gama, passando de sete para quatro compactos. Os sobreviventes serão o CLA, o GLA, o GLB e haverá um elemento novo: o “mini” Classe G, cujo nome deverá ser g-Class. Este último deverá recorrer a uma plataforma específica, uma vez que a MMA, utilizada nos restantes compactos, não garante as virtuosidades necessárias para fora de estrada, a começar pela altura ao solo que é preciso, segundo disse Schafer à Quattroruote.
Além do fim do Classe A (hatchback e sedan), está previsto o fim do monovolume Classe B. Pelo caminho ficarão também as designações EQA e EQB, com os novos GLA e GLB a receberem versões elétricas com a sigla EQ e um design mais uniformizado.