Mesmo na China, a variante “zero emissões” do jipe só vendeu 58 unidades desde o lançamento.
A Mercedes-Benz apostou em converter um dos seus ícones num modelo 100% elétrico, o Classe G. Mas a verdade é que os clientes não têm aderido como o esperado, o que estará a levar o construtor a equacionar uma mudança de planos para o “Baby-G”, até agora pensado para ter uma gama totalmente elétrica.
O elétrico G580 EQ (na imagem) foi lançado no final do verão passado e, segundo o jornal económico Handelstblatt, citando uma fonte da marca de Estugarda, “os carros estão parados nos stands; é um flop total”. Outro responsável admitiu que este modelo é “de nicho” e que “o volume de produção é muito baixo”. A referida publicação avança que apenas 1450 unidades do G elétrico foram vendidas na Europa, 61 na Coreia do Sul e 58 na China, o principal mercado mundial de modelos “zero emissões”. O que significa que, proporcionalmente, o G a combustão vende sete vezes mais que o elétrico em solo europeu. Na verdade, as vendas da G na Europa cresceram no primeiro trimestre deste ano em 18% face a igual período do ano passado. Além do preço (cerca de 150 mil euros em Portugal), o G elétrico é apontado como um modelo pesado (sensivelmente 3 toneladas), anunciando também um alcance relativamente baixo face a alguns concorrentes (473 km, WLTP). Como tal, os clientes do G continuam a preferir a versão a gasolina, mesmo que o G550 tenha perdido um V8 em detrimento de um seis cilindros em linha.
Com efeito, a má prestação comercial do G elétrico pode ter consequências no próximo “Baby-G”, um mini-Classe G desenvolvido de raiz para ser elétrico. Ao que tudo indica, este modelo, feito com base na plataforma MMA (a mesma do novo CLA), será adaptado para receber também um motor a combustão, provavelmente sob a forma de um módulo híbrido.