Exemplar com o chassis 009 é uma das 68 unidades “short tail” e poderá valer milhões de euros.
Ainda hoje, o McLaren F1 é o recordista do carro com motor atmosférico mais rápido do mundo, com um pico máximo de 386,4 km/h. A verdade é que este supercarro continua a ser recordado com saudade, seja pela posição de condução central ou pelo compartimento do motor revestido a ouro. Foram construídas 106 unidades, isto se incluirmos 5 protótipos de pré-produção, 64 “short tail”, 2 versões longas, 5 protótipos de fábrica, um protótipo “long tail”, dois “long tails” oficiais e 28 variantes de competição – numa produção que acabou em 1998. Agora, o exemplar com o chassis 009 está à venda através da Tom Hartley Jnr.
Estamos a falar de uma unidade construída em 1994, com pintura em Magnesium Silver. Este exemplar regista 16.934 km no odómetro e teve apenas dois donos em 31 anos. Este foi apenas um dos 68 exemplares “short tail” do F1 e o primeiro entregue em território australiano. No entanto, este carro sofreu um acidente nos anos 1990, na altura em que pertenceu a Dean Willis, então CEO da Coca-Cola Amatil. Alegadamente, o F1 despistou-se nas mãos de um mecânico durante um teste de estrada quando foi levado para uma revisão de rotina. O carro foi enviado de volta para Woking para uma reparação extensa. O motor do carro é um V12 S70/2 6.1 de origem BMW capaz de debitar 627 cv e 650 Nm, a atingir o “red line” às 7500 rpm. Este surgia associado a uma caixa manual de seis velocidades. Com 1260 kg, o carro anuncia acelerações de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos.
O vendedor diz que o preço encontra-se disponível sob consulta, mas, à luz do que se tem praticado ultimamente, um F1 custa pelo menos uns 17 milhões de euros.








