Na terceira geração, o “best-seller” da Land Rover poderá vir ainda a contar com uma versão com extensor de autonomia.
O Range Rover Evoque será reinventado na terceira geração, surgindo, para já, exclusivamente como um modelo 100% elétrico. O SUV de formato coupé chega no final de 2027 e será feito com base na plataforma EMA, que estreará no próximo ano com o novo Range Rover Velar. Na primeira metade de 2026, será lançado o Range Rover Electric e no início de 2027 o Range Rover Sport EV. O Evoque continuará, assim, a ser o modelo de acesso da gama Range Rover, com o objetivo de permanecer o mais vendido.
O novo Evoque continuará a ser produzido em Halewood, na fábrica de onde sairá o novo Velar e o próximo Land Rover “Defender Sport”. O SUV utilizará uma arquitetura elétrica de 800V (que permite efetuar carregamentos ultra rápidos), acompanhada de motores elétricos feitos pela Jaguar Land Rover (JLR) e baterias fornecidas pela Agratas (pertencente à Tata), que serão produzidas numa fábrica a inaugurar em Somerset em 2027. A bitola é colocar a autonomia acima dos 724 km (WLTP), estabelecida pelo Mercedes-Benz GLA EV. É de esperar que o novo Evoque possa não ser apenas oferecido com um sistema “zero emissões” durante todo o ciclo de produção, podendo vir a integrar um sistema com extensor de autonomia, por via de um pequeno motor a gasolina.
Visualmente, tal como sugere o “render” digital publicado pela Autocar, o novo Evoque deverá ser uma evolução do modelo atual, lançado em 2018. Contudo, a nova plataforma obrigará a algumas mudanças, tal como já tinha sido adiantado pelo antigo CEO, Thierry Bolloré, trazendo a jogo proporções específicas e abrindo um novo leque de possibilidades a explorar. Uma coisa é certa: haverá mais espaço no interior, graças a uma base de piso plano. Isso traduzir-se-á em mais espaço para os ocupantes da segunda fila e na bagageira, que já hoje oferece uns generosos 591 litros. Por dentro, estima-se que existam materiais nobres e uma configuração minimalista focada sobretudo na tecnologia. A arquitetura permite ainda oferecer sistemas de assistência à condução de última geração e conectividade através da cloud.