Manter o peso baixo do roadster será o principal desafio dos engenheiros da marca nipónica.
O CEO da Mazda, Masahiro Moro, confirmou pela primeira vez em entrevista à Auto Motor und Sport que a próxima geração do popular roadster MX-5 (na imagem) também será uma versão elétrica. Em relação à próxima geração, Moro disse que “o sucessor também deve estar pronto para um cenário sem motor a combustão. O desafio para nós é tornar a construção básica mais leve sem usar materiais exóticos como o CFRP”, diz o responsável máximo da marca nipónica.
Esta confirmação vinda da Mazda acaba por ser uma surpresa, pois um uma versão totalmente elétrica esteve sempre fora de questão para o MX-5, principalmente devido ao peso. Christian Schultze, Diretor de Pesquisa e Operações da Mazda Motor Europe, disse à revista holandesa AutoRAI em fevereiro de 2026 que “quando se tem um modelo totalmente elétrico, é necessário mudar fundamentalmente a arquitetura do carro: proporções diferentes, peso diferente, equilíbrio diferente.” Entretanto, parece que houve uma reavaliação por parte da Mazda. “A meta para a equipa responsável pelo desenvolvimento do carro está entre cerca de 1000 e 1200 quilos. E acredito que podemos chegar lá”, acrescenta Moro. Isso significaria que um futuro MX-5 elétrico não seria mais pesado do que os modelos atuais com motores de combustão. Começa, portanto, a ficar claro que os japoneses adotarão uma abordagem multifacetada para o próximo MX-5 em termos de motores. Por exemplo, o diretor técnico da Mazda, Ryuichi Umeshita, anunciou em abril de 2025 que a próxima geração receberia o novo motor Skyactiv Z. O motor 2.5 de quatro cilindros e tecnologia SPCCI (Ignição por Compressão Controlada por Faísca), ou seja, um sistema de ignição por compressão como o do Skyactiv-X, que debita cerca de 180 cv. Também existe a opção da hibridização. No entanto, isso só faz sentido “se aumentar a eficiência ou o cumprimento das regulamentações sem prejudicar peso ou caráter”, disse Schulze. A geração atual do MX-5 está no mercado desde março de 2015 e, portanto, opera mais tempo do que qualquer um de seus três predecessores. E terá que aguentar um pouco mais: pois estima-se que o MX-5 NE não deverá ser realidade antes de 2028, no mínimo.
Moro não esconde que gostaria de ter outro modelo “que incorpore de forma ideal os valores da nossa marca. Temos o MX-5 para uma desportividade acessível e queremos continuar, mas ainda estamos faltando um modelo topo de gama. Isso não será um gerador de quantidade, mas um portador puro de imagem, possivelmente com uma produção mais artesanal.”