Motor V16 do novo BRM Type 15 “ouve-se a 16 km de distância”

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Recriação do modelo de F1 da década de 1950 é capaz de atingir 600 cv e tem um “red line” pelo menos às 12.000 rpm.

A regressada British Racing Motors (BRM) vai lançar uma série de continuação limitada a três unidades do modelo de competição Type 15. A marca britânica já concluiu os testes no banco de potência do motor V16 que foi feito de acordo com as especificações originais do modelo de Fórmula 1 da década de 1950. E, agora, já é possível ouvir som do motor (ver vídeo em baixo) da primeira criação da marca desde a década de 1970. Segundo o engenheiro da BRM, Rick Hall, o som do motor “ouve-se a 16 km de distância”.

Embora sujeitos a algumas pequenas atualizações, estes Type 15 modernos estão a ser construídos de acordo com recurso a cerca de 20 mil desenhos originais da BRM, com a ajuda dos especialistas em restauro de clássicos da Hall and Hall. Cada motor é feito a partir de mais de 36 mil peças de alta precisão, sendo que o motor que agora pode ver nas imagens não trabalhava desde 1999, altura em que o antigo piloto da BRM F1, Jose-Froilan Gonzalez o levou para além dos limites durante as comemorações dos 50 anos da BRM em Silverstone em 1999. O motor em questão é um V16 1.5 com compressor capaz de debitar 600 cv e atingir o “red line” pelo menos às 12.000 rpm, com a ajuda de uma caixa de cinco velocidades construída pela própria BRM. O combustível utilizado é composto por uma mistura de metanol (80%), acetona (10%) e combustível de competição (10%). Os Type 15 são feitos com base num chassis em aço igual ao original e pesam 736,6 kg. A suspensão dianteira é de braços oscilantes ao estilo da Porsche e atrás recorre a um eixo de Dion. Tal como nos originais, estes modelos de continuação têm pneus Dunlop.

Os três exemplares do Type 15 deverão estar prontos em 2022, sendo que um deles ficará na posse de John Owen – filho do dono da equipa BRM F1, Sir Alfred Owen -, atualmente com 81 anos. O futuro dos dois restantes exemplares ainda está a ser discutido, uma vez que a BRM quer que os carros tenham uma utilização real.

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