Ingleses recriam Ferrari 330 LMB

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Para concretizar esta “remasterização”, que demorou três anos a concluir, a Bell Sport & Classic recorreu a um 330 GT original.

O Ferrari 330 LMB (Le Mans Berlinetta) foi desenvolvido pelo engenheiro e piloto britânico da Ferrari, Mike Parkes, para correr precisamente nas 24 Horas de Le Mans de 1963 – três exemplares com volante à esquerda e um com volante à direita. Apenas um dos carros de corridas feito com base no 250 GTO concluiu a corrida, no quinto lugar. Agora, a Bell Sport & Classic apresentou uma recriação do 330 LMB de volante à direita com o chassis 4725. Os britânicos deram continuidade a uma iniciativa encetada por Edward Carter, um fazendeiro aficionado da marca de Maranello, que queria ter uma recriação do raro modelo de competição na sua coleção. Carter tinha comprado um 330 GT 2+2 em 2010 precisamente para o efeito, mas acabou por morrer em 2015 antes de o poder concretizar.

A Bell Sport & Classic utilizou uma mistura de componentes originais com outros feitos de raiz com base na especificação original. O 330 LMB é ainda mais raro que o 250 GTO, ou não tivesse um motor V12 Colombo mais potente com 390 cv às 7000 rpm e 407 Nm às 6000 rpm, embora utilizando uma especificação de cárter seco, seis carburadores Weber e um aumento de cilindrada de 2953 para 3967 cc. A única especificação diferente face ao 330 LMB original consiste na inclusão de uma ventoinha para arrefecimento do motor. O motor surge associado a uma caixa manual de cinco velocidades (em vez de quatro) retirada de um 330 GT Mk2. Além disso, o 330 LMB apresenta uma distância entre eixos 20 mm superior e uma carroçaria em alumínio completamente redesenhada. O 330 LMB foi também o último Ferrari de motor dianteiro do seu tempo.

Quando o carro chegou às mãos da Bell Sport & Classic (que tem feito trabalhos de restauro não só de modelos da Ferrari como da Aston Martin e da Lamborghini), as asas e o tejadilho já estavam encaixados, mas o tablier ainda não e o forro das portas não estava completo. Os especialistas em restauro de modelos clássicos arregaçaram as mangas e fabricaram peças específicas tais como as travas das janelas, as capas dos faróis e o vidro traseiro em Perspex. Ao todo foram precisos três anos para concluir o projeto, que contou com um processo totalmente artesanal. Só para pintar o carro no Rosso Corsa foram precisas dez semanas.

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