BMW i3 vai sair de cena um ano antes do previsto

BMW i3

Vendas abaixo do esperado condenam o modelo elétrico que terá como substitutos indiretos o iX1 e o Mini elétrico.

A BMW lançou em 2013 o i3, o seu primeiro modelo elétrico de produção a larga escala, e, apesar de ter sido um modelo premium elétrico com uma estrutura em alumínio e em fibra de carbono pioneiro na sua classe, as vendas nunca corresponderam às expectativas na marca, sobretudo tendo em conta que foi desenvolvido com base numa plataforma específica. Agora, a marca bávara decidiu “reformar” o utilitário no i3 no próximo verão, um ano antes do que estava inicialmente previsto. Aparentemente, a fraca prestação comercial poderá ter sido um dos fatores para esta decisão. Afinal, são pouco mais de 200 mil unidades produzidas em quase uma década, sendo que as vendas no ano passado sofreram uma quebra de 3,6%. A juntar a isso, é preciso não esquecer que o grupo alemão tem modelos elétricos mais novos, mais baratos e com tecnologia mais moderna, na sua gama atual ou a caminho. Os sucessores embora indiretos do i3 serão o futuro iX1 (uma variante “zero emissões” da terceira geração do SUV X1 prevista para 2023) e o Mini Cooper SE, cuja aceitação do público tem sido mais condigna com o esperado (tendo vendido três vezes mais que o i3).

Com portas de abertura suicida e 3,84 metros de comprimento, o i3 foi um modelo que foi sendo melhorado com o passar do tempo, com a bateria de 42 kWh de capacidade a superar os 300 km de autonomia. Chegou inclusivamente a contar com uma variante com extensor de autonomia.

Entretanto, o facto de estar previsto que a BMW lance em breve na China uma variante 100% elétrica da berlina Série 3 precisamente com o nome i3 terá sido outro fator que terá acelerado o fim do modelo atual.

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