Ford Mustang mantem V8 atmosférico e caixa manual

Esta poderá ser a última geração do “pony car” norte-americano, que já leva 58 anos de história.

A sétima geração (que poderá muito bem ser a última) do Ford Mustang estará à venda no próximo ano. O icónico “pony car” foi mostrado num evento de abertura do Salão de Detroit, nos EUA. O novo Mustang mantem a mesma plataforma da antiga geração S550. Isto significa que estamos perante um S650 que é mais um “facelift” aprofundado do que propriamente um novo modelo, que não terá (ao contrário do que se chegou a especular) nenhuma versão “eletrificada” nem novos sistemas de condução semiautónoma.

Debaixo do capot mantem-se em concordância o motor 2.3 Ecoboost de quatro cilindros turbo e o V8 5.0 atmosférico Coyote. Apesar disso, o motor base recebeu alterações significativas ao nível do diâmetro dos cilindros e no curso dos pistões, além de um novo turbo. Já o V8 também recebeu um novo sistema de admissão de dupla admissão de ar frio. Ambos os motores receberam mais potência e binário, apesar de serem mais eficientes. Tal como antes, a opção de topo GT recebe uma versão com caixa manual de seis velocidades. Está ainda disponível uma versão atualizada da caixa automática de dez velocidades com conversor de binário que é de série no 2.3 e opcional no 5.0. As prestações dos novos modelos ainda não foram reveladas, mas seja esperado que o V8 possa atingir cumprir os 0-100 km/h em cerca de 4 segundos e superar os 274 km/h.

Pela primeira vez, os designers da Ford optaram por diferenciar de forma mais vincada as duas versões. O quatro cilindros é um pouco mais discreto, incluindo uma nova grelha inspirada no Mustang original de 1964, além de um conjunto de faróis de formato mais afilado (que conta com novas luzes diurnas em LED tripartidas). Por sua vez, o GT conta com uma grelha com um contorno em preto brilhante e duas entradas de ar adicionais. A isso junta um para-choques dianteiro redesenhado e uma nova entrada de ar no capot. Na traseira, desponta um difusor de grandes dimensões e quatro ponteiras de escape (em vez de duas).

Por dentro, realce para um painel contínuo que inclui um painel de instrumentos digital com 12,3 polegadas e um ecrã central de 13,2” que projeta o sistema Sync 4. Este permite atualizações “over the air”, além de novas funções personalizadas – incluindo grafismo que replica digitalmente o “Fox body” (1979-1993).

O novo Mustang mantem a configuração de suspensão de tipo MacPherson na dianteira e independente no eixo posterior, tal como o modelo de 2015. A rigidez de ambos os eixos foi reforçada e há novas molas e amortecedores. Existe um pack performance à disposição, que inclui pneus 200 mm mais largos atrás, amortecedores adaptativos Magneride, jantes de 19 polegadas (em vez de 18”) e travões da Brembo maiores com pinças de seis pistões à frente e de quatro atrás. Todos os modelos receberam um diferencial de deslizamento limitado de tipo Torsen, pela primeira vez. A isso junta um “drift brake” que recorre ao travão de mão elétrico para ajudar a soltar o eixo traseiro em “power slides”, apenas no modo Track. Disponível está ainda o modo “line-locking burnout”.

Juntamente com o Mustang convencional foi apresentado o Mustang Dark Horse com 500 cv, mais focado para pista. Esta versão utiliza o mesmo motor V8 do GT, embora com alguns componentes forjados e uma programação. O Dark Horse conta com novas entradas de ar NACA e para o motor, sistema de arrefecimento do diferencial traseiro e um radiador mais leve. Contempla ainda um Handling pack que dispõe de pneus Pirelli P Zero Trofeo RS, molas mais rígidas, barras antiaproximação mais rígidas, amortecedores diferentes e discos de travão maiores na dianteira.

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