Ford desiste de tornar gama 100% elétrica na Europa até 2030

Ford Capri

Marca norte-americana está a desenvolver novos híbridos, uma vez que a estratégia de transição para a eletrificação total foi assumido como um objetivo “demasiado otimista”.

Nos últimos anos, a Ford tem sido das marcas mais empenhadas na transição para uma gama 100% elétrica. Contudo, tal como muitos dos seus pares, a marca da oval azul admite que pode ter sido demasiado agressiva neste incentivo, uma vez que os clientes não estão a aderir como o esperado. Em entrevista à Autocar, o responsável pela divisão de eletrificação Model E, Marin Gjaja, diz que, em particular, estes planos foram demasiado otimistas para a Europa. “Não encaramos que uma transição para a eletrificação total até 2030 na Europa seja bom nem para o negócio nem para os clientes”, admite.

Recorde-se que a Ford anunciou em 2021 que queria ter uma oferta estritamente “zero emissões”até 2030, mas já em maio o responsável máximo da Ford na Europa, Martin Sander, assegurava à Automotive News que os motores a combustão continuarão a ser produzidos para além do final da presente década. “Se houver procura efetiva, por exemplo de modelos híbridos plug-in, nós teremos este tipo de oferta”, reforçou.

Por sua vez, Gjaja diz que a fraca adesão do mercado e os preços elevados são as principais razões para o recuo desta transição para uma gama 100% elétrica. Atualmente, a Ford veneu dois elétricos no Velho Continente: o Explorer e o Mustang Mach-E. Mas, até ao final do ano, a oferta será enriquecida com o novo Capri (na imagem).

Deixe um comentário

*