Britânicos previam lançar o seu primeiro modelo “zero emissões” em 2026 e ter uma gama 100% elétrica em meados da próxima década.
A Bentley recuou no objetivo de transitar gradualmente para uma gama elétrica. Em vez disso, o construtor de luxo vai adotar a tecnologia híbrida, reconhecendo que os clientes deste segmento procuram sobretudo modelos com motores a combustão.
Recorde-se que em 2020, a marca de Crewe tinha assumido que a sua gama até 2026 seria apenas composta por híbridos plug-in (PHEV) e por elétricos, prevendo que até ao final da presente década o seu catálogo seria totalmente elétrico. Pois, desde que Frank-Steffen Walliser, vindo da Porsche (que tem no seu currículo, entre outros, o 918 Spyder), assumiu a liderança da Bentley, os planos mudaram. Em entrevista à Car and Driver, o gestor assume que a transição para a tecnologia 100% elétrica tem sido mais lenta do que o previsto pela maioria dos construtores. Aliás, no segmento de luxo “atualmente, as pessoas rejeitam os carros elétricos”, diz mesmo Walliser. Como tal, enquanto a procura não existe, a Bentley dedicar-se-á à solução transitória, a dos híbridos plug-in. Recorde-se que o objetivo inicial era lançar um elétrico já em 2026.
Outra solução defendida por Walliser para o futuro da indústria é a dos combustíveis sintéticos, que já estão a ser produzidos pela “irmã” Porsche no Chile. “O objetivo é reduzir a pegada de CO2 e estou convencido que os combustíveis sintéticos poderão ajudar nesse sentido”, complementa.
Esta decisão de rumar pelos PHEV não implica que a Bentley tenha desistido dos elétricos. O CEO da marca britânica diz que o seu primeiro BEV será lançado em 2027. Ao mesmo tempo, não descarta a possibilidade de ter um catálogo 100% elétrico até meados da próxima década. Segundo Walliser o referido elétrico não substituirá nenhum modelo da gama atual, o que significa que será uma proposta totalmente nova.