Primeiro modelo feito de base MMA será primeiramente aposta numa versão 100% elétrica com 708 km de alcance.
A Mercedes-Benz mostrará nos próximos meses o novo CLA, que terá duas opções de motor elétrico ou um novo motor a gasolina com níveis de eficiência próximos de um Diesel. Aquele que será o primeiro modelo a evoluir a partir da base MMA começará por ser aposta numa versão “zero emissões”, influenciada a nível técnico e de design no EQXX concept. Contudo, a novidade agora é a que contará mais tarde com um novo motor 1.5 de quatro cilindros a gasolina “mild hybrid”, focada na eficiência.
Trata-se de um bloco M252 concebido para ser o mais pequeno possível, uma vez que a MMA é uma plataforma, que apesar de modular, é feita de raiz apenas para acolher apenas motores elétricos. Os cilindros estão posicionado muito juntos de forma a manter o bloco o mais compacto possível, as válvulas de escape são colocadas na cabeça dos cilindros e a caixa de velocidades, motor elétrico e o inversor são integrados numa única unidade. Tudo isto permite ter um motor mais pequeno e 17% mais leve do que um quatro cilindros atual da Mercedes. A solução recaiu por um quatro cilindros em vez de três devido ao maior refinamento desta configuração. Em complemento, foram instalados vários elementos para filtrar os ruídos e as vibrações. O motor tem versões de tração dianteira com 136 e 163 cv e uma de tração integral 4Matic com 191 cv. Mais tarde, este motor estará disponível noutros níveis de potência. Neste fase, o motor ainda está a ser homologado para ser utilizado no novo CLA, já a partir do próximo ano, e ainda não tem consumos anunciados. Contudo, os responsáveis da marca germânica adiantam que terá níveis de consumo ao nível de um Diesel, tornando-se num dos motores a gasolina mais eficientes da sua classe. Neste sistema “mild hybrid” existirá um motor elétrico com 27 cv que ficará responsável por alimentar o carro a curtas distâncias e que é capaz de circular até 100 km/h. Este pequeno motor é alimentado por uma bateria de 1.3 kWh de 48V colocada debaixo do banco do passageiro da frente. O carregamento pode ser feito em desacelerações até 25 kW. Este motor elétrico tem ainda a função de motor de arranque, tornando a função start-stop quase impercetível para o condutor.
Já o CLA elétrico, que ainda se encontra também em fase de desenvolvimento, conseguiu recentemente percorrer 1010 km no deserto, com uma média de consumos de 12.9 kWh por 100 km, além de já ter feito 3716.9 km em 24 horas na pista italiana de Nardò. Segundo o fabricante, o novo sistema tem o potencial para cumprir 12 kWh por 100 km numa utilização real. A arquitetura de 800V permite efetuar carregamentos até 320 kW, o que permite encher de 10 a 80% da carga em 10 minutos. O CLA elétrico terá baterias de 58 e 85 kWh de capacidade, a última com ânodos de óxido de silício que permitem uma densidade 20% superior às das células utilizadas nas baterias atuais. A Mercedes diz que a autonomia será de 708 km. À disposição estarão versões com tração traseira de 272 cv e de tração integral que acrescentarão um motor de 108 cv no eixo dianteiro. No sistema de tração integral haverá uma caixa de velocidades com duas relações que permitirá aumentar a eficiência a baixas velocidades ou a em autoestrada, podendo recuperar energia até 200 kW em desaceleração.



