Skoda prepara-se para reduzir 20% do pessoal

Skoda Elroq

Esta decisão surge numa altura em que a marca checa prepara um aumento da gama de elétricos.

O modus operandi da Skoda tem sido baseado em baixos custos e numa gama alargada. E para melhorar a sua prestação comercial, o fabricante checo prepara-se para abrir mão de 20% dos seus 41 mil funcionários. “Os postos de trabalho sofrerão flutuações naturais”, segundo disse o CEO da Skoda, Klaus Zimmler, à Automobilwoche. 

Esta decisão coincide com a altura em que a Skoda está em vias de alargar a sua oferta de modelos elétricos, tais como o Elroq (na imagem). O senhor que se segue poderá vir a ser uma versão elétrica do Octavia, para alargar uma gama que já conta com também com o Enyaq e com o Enyaq Coupé. Zimmler acrescentou ainda que o Octavia terá também uma variante híbrida plug-in. No entanto, segundo a imprensa alemã, ficará pelo caminho, devido à fraca rentabilidade, uma versão da Skoda do citadino elétrico Volkswagen ID.One, que funcionaria como sucessor do Citigo. O gestor identifica um problema em relação aos elétricos: no caso do Elroq, este é significativamente menos rentável face a um modelo a combustão equivalente, neste caso o Karoq. 

Ainda assim, a Skoda espera aumentar as vendas no final deste ano em 8%, superando a barreira de 1 milhão de carros, apoiando-se sobretudo nos resultados na Índia e no Vietname. Importante para a afirmação no mercado indiano é o SUV compacto Kylaq, com menos de 4 metros de comprimento, desenvolvido e produzido naquele país. Está também previsto para a Índia um pequeno carro elétrico que custará menos de 20 mil euros. Ao mesmo tempo será inaugurada uma fábrica no Vietname, que produzirá o pequeno SUV Kushaq e a pequena berlina Slavia.

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