O substituto do EQC SUV será o primeiro modelo com base na nova plataforma MB.EA.
A Mercedes-Benz lançará este ano o GLC EV, que será um substituto indireto do EQC SUV. Este novo SUV elétrico conviverá com o renovado GLC térmico a lançar em 2026, com o qual terá grandes parecenças por dentro e por fora. Doravante, o objetivo do construtor germânico é precisamente que não haja grandes distinções entre os modelos com motores a combustão e os motores elétricos, também ao nível das designações e do seu posicionamento. Desta forma, será possível reduzir também os custos de desenvolvimento. O modelo a ser feito de raiz com base nesta nova estratégia será o CLA, que terá variantes EV e ICE já a partir deste mês.
O GLC EV, nas imagens ainda em formato protótipo (e camuflado), será um concorrente do Audi Q6 e-tron, do Porsche Macan Electric e do BMW iX3. Este modelo estreará no Salão de Munique, em setembro, e tem lançamento previsto só para o próximo ano. O SUV elétrico será o primeiro produto a evoluir da base MB.EA (exclusiva para elétricos, que também será utilizado nos futuros Classe C e mini Classe G, ambos previstos para 2026). O GLC EV será também o primeiro Mercedes-Benz com o sistema propulsor eATS 2.0, que tinha sido dado a conhecer através do EQXX concept de 2023. Na sua versão mais potente, com dois motores, um por eixo (tração integral), consegue debitar até 490 cv. Já a versão de tração traseira tem 272 cv. A energia vem de uma bateria de 94,5 kWh NMC capaz de um alcance máximo superior a 650 km. Tudo funciona através de uma arquitetura elétrica de 800V que possibilita efetuar carregamentos até 320 kW – o equivalente a 260 km de autonomia em 10 minutos. O nível de eficiência aumenta devido a uma nova bomba de calor, que além de mais eficaz é também mais compacta que o sistema atual. Na frente do GLC elétrico haverá também um “frunk” com 100 litros de capacidade, sendo que a mala terá 560 litros – mais espaço que o GLC ICE.
A Mercedes-Benz desenvolveu também um sistema de recuperação de energia na travagem chamado One Box no qual o pedal de travão é dissociado do sistema de travagem físico, com computadores que calculam a quantidade de regeneração e a quantidade de disco físico que deve ser utilizado para os níveis de travagem desejados.






