Wayne Griffiths deixa o comando da Seat e da Cupra

Wayne Griffiths

Apesar dos lucros recorde da Cupra, o gestor apresentou a demissão após quatro anos e meio no cargo.

Wayne Griffiths demitiu-se de CEO da Seat e da Cupra. O britânico saiu a 31 de março da empresa para, disse, “abraçar novos desafios”. Interinamente será Markus Haupt, até aqui responsável de produção e logística, a assumir as funções.

Griffiths entrou na Seat em 2016 como responsável de vendas e de marketing, tendo em 2020 assumido o lugar de CEO anteriormente ocupado por Luca de Meo. Wayne Griffiths teve um papel fulcral em estabelecer a Cupra como submarca, tendo o lançamento do seu primeiro modelo elétrico, o Born, em 2021, um dos pontos mais altos no “reinado” do gestor britânico. O gestor contribuiu ainda para reequilibrar o fabricante de Martorell do ponto de vista financeiro. Em 2024, o grupo Seat registou um lucro operacional de 633 milhões de euros, com vendas globais de 558.100 carros. O retorno operacional sobre as vendas foi de 4,4%, o que resultou no melhor ano de sempre do grupo catalão.

Recentemente, Griffiths criticou as taxas especiais da UE sobre veículos elétricos fabricados na China, que ascendem atualmente a 20,7% no Cupra Tavascan que é feito em Anhui, na fábrica chinesa da VW. Ouvido pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung em março, o gestor avisou que “se a Cupra está em perigo, a Seat também está em perigo”. Aliás, Griffiths disse mesmo que, caso a política não mude, o modelo poderá mesmo ter de ser retirado no catálogo. Neste momento, a Seat já está a produzir os primeiros pré-série do Tavascan, o seu primeiro modelo elétrico, e apresta-se para entrar no mercado norte-americano. Contudo, tudo poderá mudar com a eleição de Trump e as taxas que impôs aos produtos fabricados fora dos EUA.

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