A marca nipónica diz ainda que o “hot hatch” não está dependente de um motor turbo.
A Honda apresentou há poucos dias em Goodwood a edição Ultimate que marca a despedida do Civic Type R (FL5) na Europa. O Civic Type R atual está prestes a deixar o “Velho Continente” devido às incompatibilidades com a norma GSR2, que obrigam à instalação de tecnologia de monitorização do condutor. Mas, olhando para o futuro, a marca japonesa já está a equacionar o regresso da sigla Type R, embora provavelmente com o recurso à eletrificação. O que está em cima da mesa é uma solução híbrida ou até 100% elétrica.
Ouvido pela Auto Express, o responsável pelo projeto do Prelude, Tomoyuki Yamagami, deu a entender que o futuro do Type R poderá não passar pela combustão pura: “O Type R poderá vir a ser qualquer coisa no futuro, dependendo das exigências do mercado… O Type R não está dependente de um motor turbo”. Esta afirmação coincide com o que já tinha dito na última edição do CES, Toshihiro Akiwa, o responsável pela divisão de desenvolvimento de elétricos da Honda, acerca da possibilidade de avançar um Type R elétrico. A verdade é que a utilização de motores elétricos mudam por completo a equação, pois deixa de existir um VTEC de alta rotatividade, um turbo e o som caraterístico que associamos normalmente ao desempenho. Akiwa diz que o desafio será traduzir estas caraterísticas numa experiência de condução emocionante que se mantenha fiel ao espírito do Type R: “não se trata apenas de potência, mas sim do som, da vibração, da aceleração e da experiência humana. Estas são as alegrias da condução”.
Em breve, a Honda avançará com dois elétricos: a berlina 0 Series e um SUV compacto, ambos a lançar em 2026. Na calha estão ao todo sete novos modelos que serão feitos com base numa nova plataforma para elétricos. Para já, ainda não há a confirmação de modelos com a sigla Type R, mas sabe-se que a nova base é compatível com um débito de potência até 480 cv.