O número insuficiente de postos de abastecimento e os elevados custos foram os motivos alegados para o fim do projeto a poucas semanas do seu lançamento.
A Stellantis anunciou o fim do programa de desenvolvimento de modelos a hidrogénio, alegando pouco potencial a curto e médio prazo. O grupo desistiu assim de arrancar com a produção de comerciais “fuel cell” a poucas semanas do estabelecido nas fábricas de de Hordain (em França) e de Gliwice (na Polónia). Em comunicado, a Stellantis alega que a escassa rede de postos de abastecimento é um constrangimento, tal como o elevado capital necessário para avançar com o projeto, bem como os fracos incentivos para a compra deste tipo de modelos. Segundo estimativas do fabricante, os comerciais ligeiros alimentados com pilha de combustível só deverão começar a ter alguma aceitação no final da presente década.
O passo seguinte passa por colocar um ponto final na Symbio, uma joint venture que tinha sido precisamente criada entre a Stellantis, a Michelin e a Forvia, com vista ao desenvolvimento de modelos FCEV na Europa e na América do Norte. Segundo a Bloomberg, a Michelin foi surpreendida com a desistência da Stellantis – algo que poderá redundar em despedimentos. Sobre esse tema, a Stellantis diz que manterá o pessoal nas referidas fábricas, embora alocados a outros projetos. Jean-Philippe Imparato, o COO da Stellantis na Europa, refere também as exigências para o cumprimento das emissões de CO2 para o fim do projeto do hidrogénio, que segundo ele é um segmento de nicho. O gestor afirma que o foco é dar resposta neste segmento dos LCV e nos modelos de passageiros com uma ofensiva de propostas híbridas e elétricas.
Em janeiro de 2024, a Stellantis tinha traçado um plano que previa o lançamento de oito modelos comerciais fuel cell: Citroën e-Jumpy e e-Jumper, Fiat E-Scudo e E-Ducato, Opel/Vauxhall Vivaro e Movano, e Peugeot E-Expert e E-Boxer.